“Quando as Águas Baixaram”
Documentário terá nova exibição no Cine Gracher Havan
As exibições acontecerão de 27 de fevereiro a 05 de março, às 18h30min, no Cine Gracher HAVAN
por Assessoria de Imprensa 27/02/2020 às 08:44

O Documentário “Quando as Águas Baixaram”, será reapresentado em Brusque. As exibições acontecerão de 27 de fevereiro a 05 de março, às 18h30min, no Cine Gracher HAVAN.  O Ingresso será 1 Kg de alimento não perecível. Na quarta (4/3), haverá uma exibição em Libras, com a participação da  ASBRU - Associação De Surdos De Brusque. A obra, produzida pela Prime Filmes, conta a história da enchente de 1984 e tem por objetivo resgatar e preservar a memória dessa tragédia

A década de 80 marcou o Estado de Santa Catarina, principalmente o Vale do Itajaí, e, mais especificamente, a cidade de Brusque. Em 1984, o município enfrentou uma das piores enchentes da sua existência. A última e mais difícil havia sido em 1880, quando atingiu até o sótão do Clube de Caça e Tiro Araújo. Já se passaram 36 anos desde a de 1984 e, para não deixar a história morrer, a Prime Filmes, por meio da Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura e Ministério da Cidadania, produziu o documentário “Quando as Águas Baixaram”.

Com 15 minutos de duração, o documentário resgata e preserva a história de uma das maiores tragédias vividas no Vale do Itajaí. Nesta enchente, mais de 20 mil (na época, 42,9% da população) pessoas ficaram desabrigadas e um rastro de lama e destruição foi deixado pela força das águas do rio Itajaí-Mirim.

O roteirista do documentário e jornalista com vasta experiência nos veículos de comunicação de Brusque, Saulo Adami, conta que, na época, morava no Arraial dos Cunha, em Itajaí, mas trabalhava em Brusque e, mesmo sendo experiente, ficou chocado com tudo que viu. “A enchente é muito democrática e não tem classe social, atingiu todo tipo de casa e, inclusive, indústrias e o comércio em geral. O que tornou tudo mais devastador”, lembra.

Porém, mesmo com esse exemplo, Adami acredita que as pessoas esquecem muito rápido das tragédias, visto que, atualmente, ainda há muitas pessoas morando em áreas de risco. “Se tivéssemos uma enchente com essas proporções, nos dias de hoje, as consequências seriam bem piores”, avalia.

Para Adami, Brusque era uma antes da enchente de 84 e é outra na atualidade. Com a tragédia, a verticalização começou a ganhar espaço. Na época, praticamente não havia prédios na cidade. Hoje, há diversos e, cada vez, mais altos. 

O documentário estreou, no dia 04 de dezembro no Cine Shopping Gracher e contou com o patrocínio de Archer Supermercados, Florisa, Guabifios, Havan, HJ, Irmãos Fischer e ZM.

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