Brusque, 20 de julho de 2018   |   13:07

ACATS

As vendas do setor supermercadista catarinense foram positivas no mês de maio tanto na comparação com o mesmo mês do ano passado (+4,15%) como em relação ao mês anterior, abril  (+7,25%). Com este resultado o acumulado no ano de 2018 neutralizou o último resultado negativo. Os últimos dez dias do mês tiveram impacto da paralisação dos caminhoneiros. 

Os índices foram apurados na pesquisa mensal do Termômetro de Vendas, realizada pela Associação Catarinense de Supermercados (Acats). Participaram da pesquisa empresas de todos os portes e regiões catarinenses, sendo que os dados já foram deflacionados pelo IPCA. 

Segundo o Presidente da Entidade, Paulo Cesar Lopes, o resultado de maio mantém o ritmo de oscilações que já é uma realidade no setor supermercadista desde o ano passado. “Estamos convivendo com essa nova tendência procurando tirar proveito com as melhores estratégias para atrais os consumidores. Temos consciência de que é um reflexo do bolso mais apertado para boa parte das famílias catarinenses e brasileiras”, disse o dirigente. 

Paralisação dos caminhoneiros 

A mobilização dos caminhoneiros ocorrida no final de maio, especificamente nos dez últimos dias do mês, representou um período de vendas acima do normal para os supermercados catarinenses. Uma pesquisa da ACATS apontou que 64% de supermercadistas tiveram vendas superiores neste período, com percentuais variando entre 1% e até 15%. 

Para o presidente da Entidade, Paulo Cesar Lopes, o resultado indica um comportamento preventivo dos consumidores neste período. “Como não havia um indicativo seguro de quanto tempo a paralisação duraria, muitas famílias optaram por reforçar o estoque de alimentos e de produtos de primeira necessidade, o que motivou essa curva ascendente de vendas”, afirma o dirigente. 

O final de mês nem sempre é o período mais forte de vendas, e sim a semana seguinte, logo após o quinto dia útil, quando o setor privado deposita o salário aos trabalhadores. Essa lógica, segundo Lopes, pode até ter ajudado o desempenho de vendas que foram impulsionadas por um fator não usual que foi esta situação causada pelos caminhoneiros. 

- Como os supermercados trabalham com estoques médios de 10 a 15 dias para a grande maioria dos produtos das cestas de alimentos, higiene e limpeza, o maior impacto nas vendas se registrou nas categorias dos hortifrutis e dos perecíveis, que exigem reposição entre diária a semanal e isso afetou bastante o reabastecimento das lojas. Acredito que ainda tenhamos reflexos da greve até o resultado de junho, já que esta greve se transformou em mais uma situação clássica de sazonalidade - afirmou Lopes.

Repórter: Assessoria de Imprensa ACATS
Imagem: Ilustração


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