Brusque, 18 de dezembro de 2017   |   05:12

Nova estrutura

Na manhã de quarta-feira (6), aconteceu a homologação da compra dos equipamentos do antigo Hospital e Maternidade de Brusque (HEM).  Representantes da Justiça do Trabalho de Brusque e da Comunidade Evangélica participaram do evento de assinatura do documento que permite a reabertura do hospital. De acordo com o gestor hospitalar Luiz Gonzaga Coelho, que é diretor-geral do S.O.S Cárdio, hospital, de Florianópolis e assumirá a gestão promovendo a reabertura da instituição, a importância que o hospital tem para a cidade de Brusque é grande e a intenção é trazer para Brusque um serviço de referência, especialmente em cardiologia, por meio da S.O.S Cárdio, mas também trabalhar com outras especialidades médicas,  como a obstetrícia.

Segundo o gestor, terá início agora o processo de revisão e adequação da estrutura do hospital e reestruturação do serviço, além das licenças necessárias para a reabertura.  O gestor explicou em entrevista coletiva à imprensa, que participou do evento, que as primeiras contratações serão feitas em meados de janeiro e a abertura do hospital será feita em aproximadamente 180 dias, com os principais serviços funcionando. 

Quanto à reintegração dos funcionários antigos, o gestor explicou que a partir de janeiro estará aberto o processo de recebimento de currículos de pessoas interessadas em ingressar na unidade, porém, a intenção é  tentar recuperar e reintegrar o máximo de funcionários que já trabalhavam na instituição.

Para Roberto Wilke, da Comunidade Luterana, a volta do hospital é uma necessidade para a cidade e para a comunidade luterana também é algo muito bom, pois não se trata de uma reabertura, mas sim de uma nova estrutura. Segundo ele, Brusque terá um novo hospital.

 

O juiz Helio Romero, que mediou o acordo, explicou que foi uma caminhada árdua, mas que a conciliação foi feita e Brusque só tem a ganhar com isso, pois terá uma saúde de referência.

De acordo com ele a conciliação veio para garantir que todos os trabalhadores que atuavam no      HEM recebam o que é de direito, pois a venda dos equipamentos será uma solução as dívidas trabalhistas que o hospital possuía com funcionários.

Antônio Carlos Goedert, da  Goedert, Scalvim Advogados, que trabalhou no processo de  arrematação da estrutura do hospital, explicou que o trabalhou foi gratificante, pois a partir de agora Brusque poderá oferecer uma nova possibilidade nos serviços de saúde. 

Repórter: Pedro Paulo Angioletti
Imagem: Pedro Paulo Angioletti


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