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Adolescente que matou criança em escola no RS não demonstra arrependimento, diz delegado

Delegado revelou que o adolescente estava alterado e parecia falar com amigo imaginário durante depoimento

Fonte: Grupo Planalto de Comunicação/Divulgação

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O ataque brutal cometido por um adolescente de 16 anos na última terça-feira (8/7) em uma escola no município de Estação, no Rio Grande do Sul chocou a comunidade local. O jovem matou uma criança e deixou três pessoas feridas, entre elas uma professora. A Polícia Civil, que investiga o caso, revelou que o adolescente não demonstra arrependimento pelo crime, nem parece ter plena consciência do que fez.

Investigações continuam para entender os motivos do ataque

O delegado José Roberto Lukaszewigz, responsável pelo interrogatório, afirmou que o adolescente assumiu a autoria do crime. Contudo, em seu depoimento, ele não conseguiu fornecer uma explicação clara sobre os motivos que o levaram a cometer o ato de violência. Durante o depoimento, o agressor se mostrou mentalmente alterado, parecendo conversar com uma “pessoa imaginária” enquanto falava com os policiais.

“Ele claramente demonstrou uma perturbação mental. Olhava para os lados, como se estivesse se comunicando com outra pessoa, algo como um amigo imaginário”, disse o delegado Lukaszewigz. A investigação segue, com a Polícia Civil tentando entender o estado psicológico do adolescente e suas reais intenções.

Adolescente não tinha histórico de violência

O caso ainda deixa muitas dúvidas, especialmente no que diz respeito à saúde mental do jovem. Ele havia passado por uma consulta psiquiátrica um dia antes do ataque, mas o delegado esclareceu que ainda não é possível determinar se o diagnóstico tem relação com o ato de violência. A família do agressor estava ciente de seu quadro psicológico, mas, segundo a polícia, não havia qualquer histórico de atos violentos anteriores.

Curiosamente, o adolescente não tinha antecedentes policiais e era descrito como alguém sem inimigos na escola. Além disso, ele alegou que escolheu a escola aleatoriamente, o que agrava o mistério sobre suas motivações.

Como o crime aconteceu

O ataque ocorreu por volta das 10h de terça-feira (8), quando o adolescente, que já era conhecido pelos funcionários da escola, entrou no local “de forma tranquila”. De acordo com o coronel Carlos Aguiar, comandante do CRPO Norte, o agressor pediu para ir ao banheiro e, quando foi permitido, iniciou o ataque. Ele se dirigiu à sala do terceiro ano do ensino fundamental, onde atingiu três estudantes e uma professora.

No momento da ação, o jovem estava armado com três facas, mas foi impedido de causar mais danos graças à rápida reação do zelador da escola, Luís Carlos dos Santos, que usou uma pá para desarmar o agressor. O jovem também tentou entrar na sala do quinto ano, mas não conseguiu. Após o ataque, a aposentada Ercina Dalacorte, que presenciou a fuga das crianças, rapidamente as acolheu e as tranquilizou.

O que vem pela frente

A Justiça determinou a internação provisória do adolescente por 45 dias, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Durante este período, ele será submetido a mais avaliações e, dependendo dos resultados, poderá ser internado por até três anos.

As investigações prosseguem, e os policiais aguardam a análise do celular do agressor, feito pelo Departamento de Informática da Polícia Civil, para tentar entender mais sobre o que motivou o ataque e se há outras informações que possam esclarecer o caso.

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