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Anvisa manda apreender medicamento contra o câncer por suspeita de falsificação

Agência identificou irregularidades em dois lote

Fonte: Gerada por IA

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Dois lotes de um medicamento utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer estão proibidos de circular no Brasil após suspeitas de falsificação. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta segunda-feira (19), a determinação de apreensão de unidades do Keytruda (pembrolizumabe), na apresentação de 100 mg/4 mL.

A medida foi tomada depois que a fabricante responsável pelo registro do medicamento, Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda., encontrou no mercado brasileiro produtos com características que não correspondiam às versões originais.

A suspeita envolve os lotes Z005197 e Z012354, que passaram a ser alvo de fiscalização sanitária.

Medicamento não pode ser vendido ou utilizado

A determinação da Anvisa impede que unidades pertencentes aos dois lotes sejam comercializadas, distribuídas ou administradas a pacientes.

A decisão está prevista na Resolução nº 4.105/2026, de 15 de outubro, publicada no Diário Oficial da União.

Segundo a agência, a retirada dos produtos de circulação é necessária para reduzir os riscos à saúde de pessoas que possam receber medicamentos cuja autenticidade não foi confirmada.

A fabricante comunicou as diferenças encontradas nas unidades suspeitas, mas a documentação divulgada não especifica quais alterações foram identificadas nas embalagens ou no conteúdo dos produtos.

Também não foram informadas as quantidades de unidades suspeitas em circulação no país.

Keytruda é utilizado em tratamentos oncológicos

O Keytruda é um medicamento à base de pembrolizumabe, substância empregada na imunoterapia de pacientes diagnosticados com determinados tipos de câncer.

O tratamento busca estimular a resposta do sistema imunológico contra as células cancerígenas, sendo utilizado conforme a indicação médica e as características de cada doença.

Por se tratar de um medicamento destinado a tratamentos especializados, a possibilidade de falsificação exige atenção dos estabelecimentos de saúde e dos profissionais responsáveis por sua administração.

Pacientes devem conferir identificação dos lotes

A restrição estabelecida pela Anvisa se aplica especificamente aos lotes Z005197 e Z012354, não abrangendo automaticamente todas as unidades do Keytruda disponíveis no país.

Hospitais, clínicas e demais estabelecimentos que possuam o medicamento devem verificar a identificação dos produtos e impedir a utilização de unidades pertencentes aos lotes mencionados.

Pacientes que utilizam o Keytruda podem procurar a equipe responsável pelo tratamento para esclarecer dúvidas sobre a procedência do medicamento. A orientação é não interromper a terapia sem avaliação médica.

A decisão da Anvisa tem caráter preventivo e permanecerá sujeita às medidas previstas na legislação sanitária.

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