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Bolsa Família: proporção de beneficiários em Brusque é ligeiramente inferior à média nacional

Ao longo de 2025, o número de famílias atendidas apresentou tendência gradual de redução

Fonte: Lyon Santos/ MDS

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Com 2.379 famílias atendidas em janeiro de 2026, o equivalente a apenas 1,53% do total de pessoas do município, Brusque figura entre as cidades brasileiras com menor proporção de beneficiários do Programa Bolsa Família, refletindo um perfil socioeconômico marcado por alta taxa de inserção produtiva e menor dependência de políticas de transferência de renda.

Os dados indicam que, embora o programa siga sendo essencial como rede de proteção para núcleos em situação de vulnerabilidade, ele atinge em Brusque um público mais restrito e focalizado, quando comparado ao cenário nacional.

No Brasil, o Bolsa Família alcançou em janeiro 18.778.843 famílias, abrangendo cerca de 23% da população, enquanto no município o programa atende 6.909 pessoas, o que representa aproximadamente 4,45% da população local. A diferença proporcional sugere uma realidade em que a maioria da população brusquense mantém autonomia econômica sem necessidade de assistência continuada.

Criado em 2003, o Bolsa Família se consolidou como o principal instrumento de transferência de renda do país, mas em Brusque o programa opera dentro de um contexto de menor demanda estrutural, associado à dinâmica econômica local, ao mercado de trabalho ativo e à capacidade de geração de renda do município.

Além da transferência financeira, o programa segue exigindo o cumprimento de condicionalidades em saúde e educação, como frequência escolar, acompanhamento nutricional e atualização cadastral no CadÚnico, assegurando que o benefício permaneça direcionado às famílias em maior grau de vulnerabilidade.

Ao longo de 2025, o número de famílias atendidas apresentou tendência gradual de redução, encerrando o ano com 2.405 beneficiários, movimento atribuído, em parte, ao trabalho de qualificação cadastral, revisões periódicas e ao encaminhamento de famílias ao mercado de trabalho.

A atuação municipal inclui visitas domiciliares, mutirões e ações comunitárias para garantir precisão no atendimento, evitando distorções e reforçando o caráter técnico e criterioso do programa.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Econômico e Apoio ao Empreendedor, Rodrigo Gesser, a política pública local busca atuar além do auxílio financeiro. “O foco está em ampliar oportunidades de inserção produtiva, regularização documental e acesso ao emprego, fortalecendo a autonomia financeira das famílias atendidas”, destacou.

Atualmente, 83% das famílias beneficiárias em Brusque são chefiadas por mulheres, e o público atendido inclui gestantes, pequenos agricultores familiares, catadores de materiais recicláveis e pessoas em situação de vulnerabilidade extrema. Um recorte que é reflexo do caráter direcionado e socialmente estratégico do programa no município.

Para a coordenadora municipal do Cadastro Único e do Bolsa Família, Joelma Sidneia Zaclikewicz Redel, o objetivo é romper ciclos de dependência por meio da educação e da geração de oportunidades. “O Bolsa Família garante proteção básica, mas nosso esforço está em criar caminhos para que as famílias conquistem autonomia por meio do trabalho, da qualificação e de políticas complementares”, finaliza.

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