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Boxe de luto: Prichard Colón morre aos 33 anos após grave lesão sofrida no ringue

Ex-boxeador necessitava de cuidados constantes desde combate contra Terrel Williams, em outubro de 2015

Fonte: Foto: Instagram/Reprodução

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O ex-boxeador Prichard Colón morreu nesta quinta-feira (13), aos 33 anos, mais de uma década depois de sofrer uma grave lesão cerebral durante uma luta. A morte foi comunicada pelo pai do atleta, Richard Colón.

A trajetória do porto-riquenho mudou completamente em outubro de 2015. Durante o combate contra o norte-americano Terrel Williams, Colón recebeu repetidos golpes na parte de trás da cabeça. Depois da luta, passou mal no vestiário e precisou ser levado às pressas para o hospital.

Lesão cerebral mudou a vida do boxeador

No hospital, Prichard Colón foi diagnosticado com um hematoma subdural e passou por uma cirurgia de emergência. O quadro era grave e o atleta permaneceu em coma por 221 dias.

Mesmo depois de despertar, as consequências da lesão foram profundas. Colón passou a depender de cuidados constantes e enfrentou grandes limitações de movimento e comunicação.

Durante os anos seguintes, familiares acompanharam de perto o tratamento e a recuperação do ex-atleta, cuja história passou a chamar atenção também para os riscos das lesões cerebrais no boxe.

Carreira foi interrompida aos 23 anos

Antes do episódio que encerrou sua carreira, Prichard Colón era considerado uma promessa do boxe. Ele chegou ao combate contra Williams invicto, acumulando 16 vitórias profissionais, sendo 13 delas por nocaute.

A luta de outubro de 2015 terminou com a única derrota registrada em seu cartel profissional. Colón nunca mais voltou aos ringues.

Os golpes recebidos na parte de trás da cabeça durante o combate provocaram forte repercussão no mundo do boxe. Williams não sofreu uma punição posterior relacionada às consequências médicas enfrentadas por Colón, e a família do porto-riquenho passou a cobrar responsabilização pelo ocorrido.

Pai confirmou a morte

Ao comunicar a morte do filho, Richard Colón agradeceu o apoio e as orações recebidas pela família ao longo dos anos.

O pai também revelou que desejava realizar um dos sonhos do filho: levá-lo novamente a Porto Rico para passar férias. O plano, no entanto, não pôde ser concretizado antes da morte do ex-boxeador.

A notícia provocou manifestações de pesar no mundo do boxe. Entidades ligadas ao esporte prestaram homenagens ao porto-riquenho, lembrando sua trajetória e a luta enfrentada durante mais de uma década após a grave lesão.

Prichard Colón deixa uma história marcada por uma carreira promissora interrompida precocemente e por anos de luta contra as consequências de um dos episódios mais trágicos do boxe recente.

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