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Brusque promove ciclo de palestras para fortalecer políticas públicas de bem-estar animal

Evento reuniu autoridades, protetores e comunidade em geral

Fonte: Fotos: Nayglon Goulart/Prefeitura de Brusque

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A Diretoria de Bem-Estar Animal de Brusque, em parceria com a Associação Cerâmica Reis, promoveu na noite de segunda-feira (27), na Câmara de Vereadores, o Ciclo de Palestras sobre Bem-Estar e Proteção Animal. O encontro reuniu autoridades municipais, representantes de entidades de proteção animal, protetores independentes e a comunidade para discutir ações voltadas ao combate aos maus-tratos, à adoção responsável e ao fortalecimento das políticas públicas de proteção aos animais.

A programação teve como objetivo ampliar o diálogo entre o poder público, entidades de proteção e sociedade civil, incentivando ações integradas para o controle populacional de cães e gatos, a guarda responsável e a construção de políticas públicas que garantam mais qualidade de vida aos animais do município.

O diretor de Bem-Estar Animal de Brusque, Luciano Alexandre, destacou que o evento representa mais um passo no fortalecimento das políticas públicas voltadas à causa animal no município.

“Nosso objetivo é construir políticas públicas cada vez mais eficientes para o bem-estar animal. Isso passa pela conscientização da população, pela guarda responsável, pelos programas de castração e pelo trabalho conjunto entre poder público, entidades de proteção e a sociedade. Eventos como este fortalecem esse diálogo e nos ajudam a encontrar soluções mais efetivas para reduzir o abandono e garantir mais qualidade de vida aos animais de Brusque.”

Um dos destaques da programação foi a palestra “Providências ao Bem-Estar de Cães e Gatos de Rua”, ministrada por Jucelma Gatner, presidente da AEDA (Aliança Educacional Humanitária pelo Bem-Estar e Direito dos Animais), vice-presidente da UCCDA (União Catarinense em Defesa dos Direitos dos Animais) e assessora parlamentar.

Durante a apresentação, Jucelma destacou que os animais em situação de rua são consequência da falta de planejamento e da ausência de políticas públicas permanentes. Segundo ela, o enfrentamento desse desafio exige diagnóstico, planejamento, indicadores, estrutura administrativa e ações contínuas, substituindo medidas isoladas por programas permanentes.

A palestrante também defendeu que o controle populacional não deve depender apenas de mutirões de castração, mas de castrações realizadas durante todo o ano, priorizando as regiões com maior concentração de animais.

Como exemplo, citou as ações desenvolvidas em Brusque, como os mutirões de castração e o censo populacional de cães e gatos, destacando que o uso de dados permite direcionar melhor os investimentos e alcançar resultados mais efetivos. Ao encerrar, Jucelma reforçou que a responsabilidade pelas políticas públicas de bem-estar animal é do Poder Público, bem como da sociedade civil.

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