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Caminhoneiros descartam greve nacional e mantêm pressão sobre preço do diesel

Decisão afasta risco imediato de bloqueios, enquanto caminhoneiros cobram frete justo e redução de custos.

Fonte: Imagem gerada por IA

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A ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros perdeu força nesta quinta-feira, 19 de março de 2026. Em assembleia realizada no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista, lideranças nacionais decidiram não deflagrar uma paralisação nos próximos dias.

A reunião contou com participação de representantes do Sindicam e da Abrava. Ao fim da votação conjunta, a categoria optou por manter o diálogo com as autoridades e continuar monitorando o comportamento dos preços dos combustíveis, especialmente o diesel.

Decisão afasta paralisação nacional

A definição era aguardada com atenção pelo setor produtivo e por consumidores de todo o país. Nas últimas horas, o temor era de que uma nova mobilização nacional pudesse afetar o abastecimento e pressionar ainda mais os preços. Com a decisão, esse risco imediato foi afastado.

Mesmo sem greve, a insatisfação da categoria continua. Lideranças vinham afirmando que o movimento de 2026 tem origem principalmente econômica, com foco no aumento acelerado do diesel e na defasagem do frete diante da alta dos custos.

Diesel segue como principal foco da crise

O combustível acumula alta próxima de 19% desde o fim de fevereiro, segundo relatos do setor publicados nesta semana. Esse avanço é apontado como o principal fator por trás da mobilização dos caminhoneiros, que reclamam da perda de renda e da dificuldade para manter a atividade.

Entre as principais reivindicações estão a redução do peso dos tributos sobre o diesel, medidas de compensação para segurar os custos, reajuste do frete e melhores condições de trabalho para caminhoneiros autônomos. Entidades também vinham orientando protestos sem bloqueios de rodovias, para reduzir riscos de punições e confrontos.

Governo anuncia medidas para conter pressão

Na tentativa de evitar uma crise maior no transporte rodoviário, o governo federal anunciou nos últimos dias um pacote emergencial voltado ao diesel. Entre as medidas divulgadas estão a zeragem de PIS/Cofins sobre o combustível e ações de transparência e fiscalização para combater especulação e preços abusivos.

Nesta quinta-feira, 19 de março, o governo também publicou o Decreto nº 12.883/2026. A norma altera o Decreto nº 12.878/2026 e detalha regras sobre o preço de comercialização do diesel rodoviário, além de definir diretrizes para a metodologia do preço de referência.

Pelo texto, o preço de comercialização poderá ser fixado por ato do Ministério de Minas e Energia durante o período determinado, com possibilidade de adoção de preço de referência único por região. Atualizações posteriores deverão seguir critérios definidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

O que muda daqui para frente

Com a decisão desta quinta, o país não terá uma paralisação nacional de caminhoneiros neste momento. Ainda assim, o cenário segue em observação, porque o custo do diesel continua sendo um ponto sensível para o transporte de cargas e para a formação dos preços em vários setores da economia.

A tendência, a partir de agora, é de manutenção das negociações entre representantes da categoria e o governo. O foco das próximas semanas deve ficar na eficácia das medidas anunciadas e no comportamento do combustível nas bombas e no frete.

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