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Caso Orelha: Polícia Civil cumpre mandados em casas de adolescentes investigados

Celulares, drogas e outros materiais foram apreendidos nas residências

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A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, na manhã desta segunda-feira (26), quatro mandados de busca e apreensão nas casas dos adolescentes suspeitos de envolvimento na agressão ao cão comunitário Orelha, em Florianópolis.

Durante as diligências, foram apreendidos celulares e uma porção de droga (não identificada). Nenhum adolescente foi apreendido até o momento.

Quatro adolescentes são investigados

Segundo a Polícia Civil, quatro adolescentes foram identificados com base em depoimentos e imagens de câmeras de segurança. A investigação segue em sigilo.

A delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pelo caso, informou que há apuração paralela sobre a possível coação de testemunha por um adulto, supostamente pai de um dos investigados. A delegada negou que algum policial esteja envolvido diretamente nas agressões.

Ministério Público acompanha o caso

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) acompanha o caso por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital (Infância e Juventude) e da 32ª Promotoria de Justiça (Meio Ambiente).

Segundo nota oficial, diversas pessoas já foram ouvidas, e novas oitivas estão previstas. Ao fim da coleta de depoimentos, o procedimento será encaminhado ao MPSC, que analisará os elementos reunidos e os encaminhamentos cabíveis conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O que aconteceu com o cão Orelha?

Orelha era um cão comunitário de cerca de 10 anos que vivia na Praia Brava, no Norte da Ilha, em Florianópolis. Cuidado por diversos moradores, ele desapareceu por dois dias no início do mês.

Foi encontrado caído e agonizando por uma moradora da região, levado a uma clínica veterinária, mas acabou sendo sacrificado devido à gravidade das lesões. Exames descartaram atropelamento e confirmaram que os ferimentos foram provocados por agressões.

Mobilização nas ruas e nas redes sociais

A morte de Orelha gerou comoção pública, com protestos, manifestações e campanhas nas redes sociais.

No último sábado (24), moradores, ONGs e protetores independentes realizaram uma caminhada em homenagem ao animal, vestindo camisetas com a frase “Justiça por Orelha” e levando seus próprios cães.

A hashtag #JustiçaPorOrelha tem sido amplamente utilizada em publicações, inclusive por celebridades e influenciadores que se solidarizaram com o caso.

Nova lei garante proteção a cães comunitários

Na esteira da comoção, o governador Jorginho Mello (PL) sancionou uma lei que reconhece e protege animais comunitários em Santa Catarina.

De autoria do deputado Marcius Machado (PL), a legislação define que cães e gatos sem tutor único, mas que convivem com a comunidade e recebem cuidados, passam a ter acompanhamento sanitário e proteção assegurados pelo Estado.

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