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Conexão Brasil-Alemanha: ACIBr compartilha aprendizados

Daiane Rossano explicou como funciona, na prática, os núcleos no país europeu

Fonte: Bárbara Sales/Ideia Comunicação

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A Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (ACIBr) promoveu, na noite de terça-feira, 7 de abril, o evento Conexão Brasil–Alemanha. A iniciativa foi conduzida pela diretora de Núcleos da entidade, Daiane Rossano, que compartilhou as experiências vividas na missão empresarial realizada em fevereiro, em Munique, na Alemanha, promovida pela Fundação Empreender e pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc).

Durante o encontro, Daiane destacou que a missão teve como foco conhecer de perto o funcionamento da Câmara de Artes e Ofícios de Munique e Alta Baviera (HWK) e a tradicional feira Internationale Handwerksmesse (IHM), referências no fortalecimento de pequenos e médios negócios na Europa.

Durante o encontro, Daiane lembrou que o modelo de núcleos empresariais adotado pela ACIBr teve origem em uma parceria firmada com a HWK há 35 anos. “Adaptamos esse modelo à nossa realidade e começamos a construir na prática. Hoje, a ACIBr conta com 29 núcleos, entre setoriais, multissetoriais, territoriais e temáticos, mantendo viva essa conexão com os alemães, que nos receberam muito bem”, ressaltou.

O presidente da ACIBr, Marlon Sassi, destacou a importância histórica dos núcleos para o fortalecimento da entidade e o propósito da participação na missão empresarial. “Dos quase 92 anos de ACIBr, 35 são de núcleos. Sabemos o quanto os núcleos organizaram a associação empresarial. Incentivamos a Daiane a participar dessa missão, pois era um compromisso nosso que, na volta, ela trouxesse essas experiências e nos ajudasse a entender como estão os núcleos na Alemanha após esse período. Ficamos muito felizes com esse momento, que fortalece ainda mais os núcleos e mostra que estamos no caminho certo”, afirmou.

Aprendizados

Entre os principais aprendizados, Daiane destacou diferenças estruturais entre os sistemas dos dois países. “Na Alemanha, a entidade funciona de forma privada em parceria com o Estado, com um sistema compulsório. São cerca de 90 mil associados e ninguém pode abrir uma empresa sem passar por esse processo. Já no Brasil, atuamos de forma voluntária, como sociedade civil organizada”, explicou.

Outro ponto observado foi o modelo educacional alemão, que direciona os estudantes desde cedo conforme suas habilidades. “Os alunos são encaminhados para diferentes caminhos, mais práticos ou acadêmicos, de acordo com o desempenho. Isso contribui para uma escolha profissional mais alinhada com suas aptidões e com as necessidades do mercado”, destacou.

A diretora de núcleos também compartilhou suas experiências sobre a participação na Internationale Handwerksmesse. “É uma feira mundial, com expositores de diversos países, muito forte na área do artesanato, que, para eles, significa tudo o que é feito manualmente. Algo que me chamou a atenção foi a simplicidade: lá, tudo é muito prático e funcional, diferente da nossa preocupação com a estética. Eles focam muito mais na entrega”, observou.

Intercâmbio de experiências

Para Daiane, o evento realizado nesta terça-feira foi uma oportunidade de ampliar o acesso ao conhecimento adquirido durante a missão empresarial. “Essa iniciativa surgiu da vontade de compartilhar com os empresários, com os nossos nucleados, como esse modelo que aplicamos aqui é fundamentado e como podemos adaptar ainda mais práticas que dão certo na Alemanha para a nossa realidade”, completou.

A consultora regional da Facisc, Scheila Raquel Mazurek, reforçou a importância do intercâmbio de experiências. “Desde 1991, quando iniciaram os processos de núcleos, nos inspiramos na Alemanha. Na época, empresários chegavam a passar de 60 a 90 dias em treinamento para adaptar esse modelo de cooperação ao Brasil. Não conseguimos replicar exatamente, pois são contextos diferentes, mas buscamos aplicar o mais próximo possível”, explicou.

Scheila também destacou o valor do compartilhamento das experiências. “Muitas pessoas já participaram dessas viagens, mas poucas retornam e compartilham o que aprenderam. Por isso, é muito relevante ver essa iniciativa, trazendo a visão prática da experiência”, afirmou.

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