Com mais de 120 mil metros quadrados e abrigo para diversas espécies de plantas e animais em risco de extinção, o Parque Zoobotânico de Brusque foi criado em 1992, por meio da Lei nº 1.474, de 5 de abril, com o objetivo de preservar a biodiversidade e a Mata Atlântica.
Conhecido como professor de Ciências no Seminário de Azambuja e como o “padre dos gravatás”, Raulino Reitz morreu em 1990, antes da inauguração do parque. No entanto, suas importantes contribuições para as pesquisas botânicas em Santa Catarina e no Brasil marcaram a história da preservação ambiental no país.
Em reconhecimento a esse legado, a Câmara de Vereadores de Brusque promulgou a Lei nº 89, que denominou o espaço como Parque Ecológico Zoobotânico Padre Raulino Reitz, em homenagem ao padre por suas contribuições. O parque também conta com uma estátua em sua memória.
Entre suas principais realizações estão a implantação de mais de nove parques ecológicos, a idealização do Museu da Azambuja, com peças de sua coleção pessoal, e a redação de normas sobre áreas de proteção e zonas ambientais, que se tornaram a primeira regulamentação de controle ambiental em Santa Catarina.
“O Raulino Reitz foi um grande pesquisador da área da botânica. Ele realizou um amplo estudo com bromélias voltado ao combate da malária e, tanto por essa atuação quanto pelo seu destaque acadêmico na catalogação e divulgação da flora catarinense, acabou se tornando uma figura de grande relevância”, afirma o historiador da Fundação Cultural de Brusque, Alisson Castro.
Ao longo de sua trajetória, realizou 953 excursões em áreas de mata atlântica, classificou 408 novas espécies de plantas, coletou 28.769 exemplares para herbários botânicos e estudou as bromélias no combate da malária.














