A investigação sobre o corpo encontrado na tarde desta quarta-feira (11/3) em Major Gercino passará a ser conduzida pela Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC). A informação foi confirmada pelo delegado de Polícia Cristiano Sousa, de São João Batista.
De acordo com o delegado, a mudança ocorre porque há uma possível relação entre o caso e o desaparecimento de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, cujo paradeiro já vinha sendo investigado pela mesma unidade especializada.
“Informo que a investigação relativa ao corpo encontrado na tarde de ontem no município de Major Gercino passará a ser capitaneada pela Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS) da DEIC, uma vez que há possível relação com o desaparecimento de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, cujas investigações já estavam em andamento na unidade policial referida”, informou o delegado.
Relembre
O corpo, com características femininas, foi encontrado por volta das 13h em um rio nas proximidades da ponte municipal João Batista de Souza, que liga a localidade de Itererê, no bairro Centro, em Major Gercino.
O cadáver estava enrolado em panos e sacos plásticos dentro do rio. A ocorrência foi registrada após moradores acionarem as autoridades ao perceberem algo estranho na água.
Após o alerta da comunidade, equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil foram até o local e realizaram os primeiros procedimentos, além do isolamento da área.
A Polícia Científica de Brusque também foi acionada e se deslocou até a região para realizar a perícia na cena e a retirada do corpo.
Informações preliminares indicam que há indícios de que o corpo possa ter sido deixado no local entre a madrugada de domingo e segunda-feira.
A identidade da vítima, as causas da morte e as circunstâncias do caso ainda serão apuradas no decorrer das investigações, que agora passam a ser conduzidas pela DEIC.
Desaparecimento
A corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, está desaparecida há quatro dias em Florianópolis. Natural de Alegrete (RS), ela também se apresenta nas redes sociais como administradora de imóveis e turismóloga e atua principalmente na administração de casas e apartamentos na região da Praia do Santinho, no Norte da Ilha.
O desaparecimento foi registrado pela família em um boletim de ocorrência na segunda-feira (9). Segundo o irmão, familiares passaram a suspeitar de que alguém estaria usando o celular dela após receberem mensagens com vários erros gramaticais.
Luciani foi vista pela última vez em 4 de março, na Praia dos Ingleses, também no Norte da Ilha. Na segunda-feira, o irmão de Luciani esteve com policiais no apartamento dela, onde foram encontrados comida estragada e louça suja na pia, levantando preocupação entre os familiares.















