É com emoção que a servidora Ana Sgrott, de 57 anos, relembra sua trajetória na Prefeitura de Brusque. Tudo começou em 1986, quando ela tinha apenas 17 anos, na Secretaria de Educação, antes mesmo de iniciar sua vida acadêmica. Seu primeiro trabalho nas escolas foi na Escola de Ensino Fundamental Max Rodolfo Steffen, onde teve os primeiros contatos com a rotina da rede municipal de ensino, auxiliando alunos nas aulas de reforço e conhecendo diversas pessoas que se tornaram importantes em sua vida até hoje.
Ao longo de sua jornada na Educação, Ana contou com uma grande amiga. Trata-se de Christiani Kempt, que iniciou a carreira junto com ela, também aos 17 anos. As duas foram aprovadas no mesmo concurso público e seguiram caminhos próximos na rede municipal de ensino. A amizade ultrapassou o ambiente de trabalho e rendeu até uma coincidência: conheceram seus maridos no mesmo dia, na escola em que trabalhavam.
Em 1990, já efetivada pelo concurso público, passou a trabalhar na Escola Augusto Dutra, na Limeira, onde ficou por 18 anos. Durante a carreira na área de educação, passou por diversos cargos e funções. Por 15 anos, atuou como secretária na escola em que foi efetivada. Já na escola Nova Brasília, foi diretora e professora nos últimos anos de sua carreira para o quarto e quinto ano. Entre as centenas de alunos para os quais já deu aula figura, inclusive, o atual prefeito de Brusque, André Vechi.
“A maior mudança que vi nesse tempo todo foi a tecnologia”, comenta a educadora. “Até 2005, meu trabalho de secretária era totalmente manual, eu passava as notas e os boletins de 400 ou 500 alunos para o caderno. A informática começou a entrar devagar, por volta de 2010. A tecnologia ajuda muito, mas eu sempre digo que, se a criança não tem a base da leitura e da escrita, desanda tudo. Hoje eles apertam um botão e a resposta vem rápida, sem usar o raciocínio ou pesquisar em livros. Eu tentava trazer isso para o meu lado, pedindo para eles pesquisarem e apresentarem em sala”, acrescenta.
Recentemente, Ana precisou solicitar sua aposentadoria para cuidar da mãe, que passou por uma cirurgia. Apesar disso, ela afirma sentir muita saudade dos tempos em sala de aula e relembra a época da pandemia.
“Sou uma pessoa muito enérgica, gosto muito de conversar e de estar sempre em movimento. Hoje, longe da escola, sinto que é muito difícil não ter alguém por perto para conversar”, contou. “Durante a pandemia, trabalhando em casa, os barulhos dos carros e portões me incomodavam. Mas o barulho das crianças na escola, correndo e brincando, nunca me irritou. Pelo contrário, é algo de que sinto falta”, finalizou.
















