Eles podem caber na ponta de um dedo ou alcançar cerca de três metros de comprimento. Vivem em desertos, florestas, árvores e até em ambientes aquáticos. Algumas espécies não possuem pernas e outras são capazes de alterar a própria coloração. Nesta sexta-feira, 14 de agosto, Dia Mundial do Lagarto, essas características ajudam a revelar a enorme diversidade encontrada entre esses répteis.
Além da grande quantidade de espécies, eles apresentam enorme variedade de formatos e tamanhos corporais. Um dos exemplos mais extremos é o dragão-de-komodo (Varanus komodoensis). O animal pode chegar a aproximadamente três metros de comprimento e ultrapassar os 150 quilos.
Na outra ponta está o Brookesia nana, pequeno camaleão descoberto e descrito cientificamente em 2021. Com cerca de 22 milímetros, ele foi apontado como possivelmente o menor réptil conhecido. Algumas espécies de lagartos também podem pesar somente cerca de 0,5 grama, evidenciando a diferença em relação aos gigantes do grupo.
Lagartos que parecem cobras
Apesar de características como pernas, pálpebras móveis e aberturas externas dos ouvidos serem normalmente utilizadas para diferenciar lagartos de cobras, a natureza apresenta exceções.
Os lagartos-de-vidro, pertencentes ao gênero Ophisaurus, são um exemplo. Neles ocorreu a redução e perda dos membros, fazendo com que sua aparência possa lembrar a de uma serpente.
Há ainda lagartixas que perderam as pálpebras móveis ao longo de sua evolução. Em algumas espécies dos gêneros Holbrookia e Cophosaurus, outra característica ausente são as aberturas externas dos ouvidos.
Presentes em ambientes completamente diferentes
A capacidade de ocupar diferentes habitats também ajuda a explicar a diversidade do grupo. Existem lagartos adaptados a regiões desérticas, tropicais e temperadas, além daqueles que vivem predominantemente em árvores, no solo ou associados a ambientes aquáticos.
Essa distribuição alcança praticamente todo o planeta. A Antártida é o único continente onde esses animais não ocorrem naturalmente, segundo a literatura especializada.
Cores que também impressionam
A aparência desses répteis guarda outras particularidades. Algumas espécies conseguem alterar a coloração do corpo, característica especialmente conhecida nos camaleões, da família Chamaeleonidae, e encontrada também nos anoles, do gênero Anolis.
As mudanças podem envolver diferentes tonalidades e até padrões que surgem ou desaparecem pelo corpo.
Mais de 6 mil formas de adaptação
Celebrado anualmente em 14 de agosto, o Dia Internacional do Lagarto busca ampliar o conhecimento sobre esses animais. A data também evidencia como milhares de espécies seguiram caminhos diferentes de adaptação.
Entre indivíduos de poucos milímetros e animais com três metros, espécies com ou sem membros e exemplares capazes de modificar a própria aparência, os lagartos formam um dos grupos mais variados entre os répteis existentes atualmente.
Equilíbrio ambiental
Os lagartos desempenham um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas. Muitas espécies se alimentam de insetos e outros pequenos animais, contribuindo para o controle natural dessas populações.
Ao mesmo tempo, os lagartos servem de alimento para aves, serpentes, mamíferos e outros predadores, integrando diferentes níveis da cadeia alimentar. Algumas espécies também consomem frutos e podem contribuir para a dispersão de sementes.
Dessa forma, a presença desses répteis ajuda a manter as relações ecológicas e a biodiversidade dos ambientes onde vivem.















