Mapear para compreender e agir. Essa é a proposta do Mapa do Feminicídio do Ministério Público de Santa Catarina, lançado nesta segunda-feira (30/3). A iniciativa reúne e organiza dados oficiais para analisar como a violência letal contra mulheres se manifesta no Estado, identificando padrões, fatores de risco e impactos sociais.
Durante a apresentação, a procuradora-geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, destacou que o projeto exige responsabilidade institucional diante da gravidade dos dados. Segundo ela, é necessário reconhecer falhas e desafios nas políticas públicas.
O coordenador do Escritório de Ciências de Dados Criminais, Simão Baran Junior, explicou que o estudo analisou todos os casos de mortes violentas de mulheres, e não apenas os já classificados como feminicídio. A metodologia incluiu leitura detalhada de processos, integração de bases oficiais e uso de ciência de dados para garantir maior precisão.
Já a promotora Chimelly Louise de Resenes Marcon, do Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas, destacou que o feminicídio ocorre em diferentes contextos, não se limitando ao ambiente familiar, o que dificulta sua identificação completa pelo sistema de justiça.
Representantes de diferentes instituições também reforçaram a importância da iniciativa. O juiz Marcelo Carlin defendeu a atuação conjunta entre órgãos. A deputada estadual Luciane Carminatti afirmou que o mapa é essencial para orientar políticas públicas. Já Denise Almeida Marcon destacou a urgência do tema, enquanto a vice-prefeita de Florianópolis, Maryanne Mattos, ressaltou a importância dos dados para direcionar recursos.
O delegado-geral da Polícia Civil, Marcelo Sampaio Nogueira, afirmou que a ferramenta fortalece o enfrentamento à violência contra a mulher e reforçou o compromisso das forças de segurança com a iniciativa.
















