A mobilização de caminhoneiros volta a ganhar força no Brasil e já levanta o risco de uma paralisação nacional. Em estados como Santa Catarina, motoristas têm sido orientados a não aceitar novos fretes como forma de pressão.
A decisão ganhou força após uma assembleia realizada em Santos (SP), reunindo lideranças de diferentes regiões do país. O movimento reflete a crescente insatisfação da categoria com os custos da atividade.
Diesel em alta pressiona categoria
O principal motivo da mobilização é o aumento no preço do diesel. O combustível, que representa a maior parte dos custos do transporte rodoviário, registrou alta significativa nas últimas semanas.
Segundo lideranças, o aumento acumulado já impacta diretamente a renda dos caminhoneiros, especialmente os autônomos. Sem reajuste proporcional no valor do frete, muitos profissionais afirmam que estão operando no prejuízo.
Frete defasado e custo elevado
Outro ponto central é a defasagem no valor do frete. A categoria afirma que os preços pagos não acompanham a alta dos custos, tornando a atividade cada vez menos viável.
Na prática, isso tem levado caminhoneiros a reduzir o ritmo de trabalho ou até manter os veículos parados. A situação é descrita como insustentável por representantes do setor.
Principais reivindicações
Entre as principais demandas apresentadas pelos caminhoneiros estão:
- Redução do ICMS sobre o diesel
- Criação de subsídios ou medidas emergenciais
- Reajuste no valor do frete
- Melhores condições de trabalho para autônomos
As reivindicações mostram que o movimento atual tem foco econômico, diferente de paralisações anteriores marcadas por pautas políticas.
Estratégia evita bloqueios
Apesar da mobilização, entidades do setor orientam que não haja bloqueio de rodovias. A recomendação é que os caminhoneiros permaneçam parados em casa ou em pontos de apoio.
A estratégia busca evitar multas e conflitos, ao mesmo tempo em que mantém a pressão sobre autoridades.
Pressão por respostas
Lideranças afirmam que a paralisação é uma medida extrema, mas necessária diante da falta de avanços nas negociações com governos.
Caso não haja resposta rápida, a tendência é de que o movimento ganhe força nos próximos dias, com impacto potencial no abastecimento e na economia.















