A Justiça de Criciúma condenou três pessoas a penas que, somadas, ultrapassam 190 anos de reclusão por uma série de crimes sexuais contra três meninas.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os abusos ocorreram por quase uma década, entre os anos de 2015 e 2024. As vítimas tinham apenas 6, 7 e 8 anos quando as violências começaram.
Participação da mãe
A maior punição foi aplicada à mãe de duas das garotas, que também era madrasta da terceira vítima. Ela recebeu uma pena de 117 anos e 8 meses de prisão em regime inicial fechado.
De acordo com o processo, a mulher era quem levava as crianças para sofrerem os abusos. Em troca, ela recebia quantias em dinheiro e presentes.
A investigação apontou que a responsável pela guarda das meninas se omitia e incentivava a continuidade dos crimes, obrigando as vítimas a se submeterem às violências.
Condenação dos homens
Os outros dois condenados são homens que participavam dos estupros ao longo dos anos. Um deles foi sentenciado a 55 anos, um mês e 10 dias de reclusão por abusar das três vítimas.
O terceiro réu foi condenado a 18 anos, um mês e 23 dias de prisão por violentar duas das meninas.
O caso só foi descoberto após as vítimas crescerem, compreenderem a gravidade dos fatos e relatarem o sofrimento a pessoas próximas. A denúncia oficial foi apresentada pelo MPSC em janeiro de 2026.
Indenização e prisão
Além das penas de reclusão, a Justiça determinou que cada um dos três envolvidos pague uma indenização de R$ 210 mil pelo sofrimento imposto às vítimas.
A mãe das meninas, que já se encontrava presa durante o processo, teve o direito de recorrer da sentença em liberdade negado.















