O empresário Edson Rubem Müller, o Pipoca, embaixador da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e da Confecção (ABIT) para a região de Brusque, Guabiruba e Botuverá, participou da primeira reunião do conselho da entidade, em janeiro, em São Paulo. O encontro contou com a presença de vários conselheiros e foi conduzido pelo diretor superintendente da ABIT, Fernando Valente Pimentel. Na oportunidade foram apresentados os números de 2025 do setor têxtil e de confecção e também discutidas as perspectivas para 2026.
Segundo Edson, 2025 foi um ano marcado pela forte competição internacional, especialmente da China e do Paraguai, devido ao avanço de modelos produtivos de menor carga tributária e, ao mesmo tempo, pela necessidade de manter investimentos contínuos em tecnologia, inovação e sustentabilidade. “Mesmo diante deste cenário, o setor brasileiro mostrou resiliência, trabalhou muito para manter seu segmento vivo e manter os empregos”.
A mesma avaliação foi feita pelo diretor superintendente da ABIT, Fernando Pimentel. “Encerramos o ano de 2025 com o sentimento compartilhado de que a indústria têxtil e da confecção do Brasil atravessou mais um ciclo de intensas transformações, enfrentando desafios políticos e comerciais relevantes. Nosso maior adversário hoje é a excessiva carga tributária do país. Apesar disso, consolidamos avanços por parte dos empresários, que investiram nos colaboradores, reforçando o nosso papel na economia nacional”, disse, durante a reunião.
Competição
Os dados apresentados pela ABIT mostram que de janeiro a novembro do ano passado houve um aumento de 6,8% na produção têxtil e um avanço de 0,7% na confecção, em comparação com o mesmo período do ano anterior. No mercado de trabalho, o setor têxtil e da confecção criou 21,9 mil postos formais de emprego.
A ABIT também apresentou os dados da balança comercial, que terminou o ano, mais uma vez, em queda. O empresário lembra que o último superávit com o têxtil foi em 2005. De lá para cá, a importação tomou a frente. Em 2025, a balança comercial fechou com US$ 952 milhões nas exportações têxteis, e US$ 6,8 bilhões nas importações têxteis.
“Mesmo diante de um cenário econômico desafiador, o setor conseguiu avançar. Chegamos em 2026 com o ritmo menor que começamos em 2025, cercados de desafios estruturais importantes, sobretudo relacionados à competitividade e ao comércio internacional”, avalia Fernando Pimentel, da ABIT.
O encontro em São Paulo também discutiu o cenário legislativo. Entre as ações acompanhadas de perto pela ABIT está a questão do fim da jornada 6×1; as etiquetas em QR-Code; etiquetas em braile; a retomada da isenção de imposto de importação em compras até US$ 50; a licença paternidade e as regras de comércio exterior.
As perspectivas para 2026
Durante o encontro, Fernando Pimentel destacou que “o ano eleitoral tende a elevar a volatilidade das expectativas, enquanto o ambiente internacional segue marcado por disputas comerciais, reconfiguração das cadeias globais e políticas industriais mais agressivas. No plano doméstico, a Copa do Mundo pode estimular muito pontualmente o consumo de vestuários, mas um calendário com o número elevado de feriados tradicionalmente afeta a produtividade e o desempenho econômico.
Neste contexto, o embaixador da ABIT para a região de Brusque, Guabiruba e Botuverá Edson Rubem Müller, afirma que a expectativa para 2026 é de cautela. Ele avalia que o eventual crescimento da produção deve ser sustentado pela retomada gradual do crédito interno, pela queda lenta dos juros e por um ambiente inflacionado mais controlado. Por outro lado, ressalta que persistem limitações estruturais relevantes, como o elevado custo de capital, que traz dificuldades para a aceleração de novos investimentos produtivos e, sobretudo, a intensificação da concorrência externa, com destaque para os produtos importados da Ásia, especialmente da China e do Paraguai.
Edson destaca que a nomeação como embaixador da entidade na região de Brusque visa aproximar a ABIT dos empresários com o objetivo de fortalecer o segmento têxtil.
“O segmento têxtil é de extrema importância para nossa economia, gerador de muitos empregos e renda. Estar na ABIT, vem reforçar nosso compromisso de associativismo com a indústria têxtil e de confecção catarinense”, finaliza.
Fonte: Assessoria de Imprensa – ideia Comunicação
















