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Entenda o que fazer após bloqueio das contas do Will Bank

Banco Central decretou a liquidação da fintech e bloqueou todas as operações

Fonte: Reprodução/X/@eusouwillbank

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O Will Bank teve sua operação encerrada de forma abrupta após decisão do Banco Central, que decretou a liquidação extrajudicial da instituição. A medida retirou a fintech do sistema financeiro, deixando milhares de clientes com as contas bloqueadas e cartões sem funcionar.

Desde a manhã de quarta-feira (21), nenhuma movimentação financeira pode ser feita. Transferências, saques e pagamentos foram suspensos, e os valores mantidos nas contas só poderão ser recuperados por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Reembolso será feito pelo FGC, mas exige solicitação

O FGC é o mecanismo responsável por reembolsar os valores depositados em contas e em alguns tipos de investimentos, como poupança e CDBs. O valor total a ser ressarcido pode ultrapassar os R$ 6,3 bilhões.

O pagamento não ocorre automaticamente. O FGC precisa levantar informações detalhadas do banco e, só então, libera o sistema para que os clientes façam a solicitação.

A estimativa é que esse processo leve entre 30 e 60 dias. Ainda assim, os clientes já podem baixar o aplicativo do FGC, disponível para Android e iOS, e se cadastrar enquanto aguardam a liberação da funcionalidade de reembolso.

Salários não serão depositados e valores já recebidos seguem bloqueados

Depósitos programados, como salários e benefícios, não serão concluídos. A conta bloqueada impede qualquer entrada de recursos. Já quem recebeu valores antes do bloqueio, mas não conseguiu sacar, só poderá acessar o dinheiro quando a liberação do FGC ocorrer.

A recomendação é não tentar novas movimentações e guardar comprovantes de pagamentos ou tentativas de saque para usar, se necessário, em eventuais processos de contestação.

Cartão de crédito continua válido mesmo com conta bloqueada

Mesmo com a liquidação do banco, obrigações com o cartão de crédito continuam ativas. Isso inclui faturas abertas, compras parceladas e demais débitos já realizados.

O vencimento das faturas permanece válido. O não pagamento pode gerar juros, multas e inclusão do nome em cadastros de inadimplentes, como em qualquer outra dívida bancária.

As cobranças passam a ser responsabilidade da instituição nomeada para administrar a liquidação, que também poderá vender a carteira de crédito a outra empresa financeira.

Clientes podem questionar multas em caso de bloqueio salarial

Embora a dívida continue existindo, clientes que tiveram contas-salário bloqueadas ou que dependem exclusivamente da conta no Will Bank podem, em alguns casos, questionar penalidades por atraso, como juros e negativação.

Para isso, é necessário comprovar que houve impossibilidade real de pagamento, e não inadimplência voluntária. Esse tipo de contestação pode ser feito por vias administrativas ou judiciais.

Problemas já vinham sendo relatados antes da liquidação

Antes do bloqueio geral, muitos clientes já relatavam falhas recorrentes nos serviços, como cartões recusados mesmo com saldo em conta e instabilidades no aplicativo.

A decisão do Banco Central foi motivada, entre outros fatores, por pendências financeiras e falhas de repasse a empresas responsáveis pelos serviços de pagamento da fintech.

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