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Especial Dia da Mulher: As cientistas que mudaram o mundo (e você talvez não conheça)

Cinco cientistas que ajudaram a mudar o rumo da ciência mundial

Fonte: Reprodução/Internet

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Ao longo da história, muitas mulheres tiveram papel fundamental na construção do conhecimento científico, mesmo enfrentando desafios, desigualdade e pouca visibilidade em suas áreas de atuação. Com talento, dedicação e curiosidade, elas contribuíram para descobertas que transformaram a medicina, a biologia, a química e diversas outras áreas da ciência.

Em especial pelo Dia Internacional da Mulher, destacamos algumas cientistas que marcaram a história com suas pesquisas e conquistas. De estudos que ajudaram a revelar a estrutura do DNA a avanços no desenvolvimento de medicamentos e no combate a epidemias, essas mulheres deixaram contribuições que continuam influenciando gerações de pesquisadores ao redor do mundo.

TATIANA SAMPAIO – Inovação na pesquisa com a polilaminina

Reprodução/Wikipedia

Nascida em 4 de outubro de 1966, no Rio de Janeiro, Tatiana Lobo Coelho de Sampaio é bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela ganhou destaque nacional por suas pesquisas com a polilaminina, substância desenvolvida em laboratório a partir da laminina, proteína presente naturalmente no organismo.

Desde a década de 1990, a pesquisadora estuda o papel da laminina na modulação celular e na regeneração de tecidos nervosos, especialmente em lesões medulares. Em 2026, a Anvisa autorizou o início da fase 1 de testes clínicos com a polilaminina, etapa que avalia segurança, dosagem e possíveis efeitos da substância.

JAQUELINE GOES DE JESUS – Protagonismo brasileiro no sequenciamento da COVID-19

Reprodução/Wikipedia

Nascida em 19 de outubro de 1989, em Salvador, Jaqueline Goes de Jesus é biomédica, doutora em patologia humana e pesquisadora reconhecida internacionalmente. Ela coordenou a equipe que sequenciou o genoma do vírus SARS-CoV-2 apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de COVID-19 no Brasil, colocando o país em destaque no cenário científico.

Jaqueline também integrou a equipe internacional responsável pelo sequenciamento do vírus Zika. Ainda jovem, decidiu seguir a carreira científica e iniciou suas pesquisas estudando o vírus da imunodeficiência humana (HIV), área que influenciou sua trajetória na ciência.

MARIE CURIE – Pioneira da radioatividade

Reprodução/Wikipedia

Nascida em 7 de novembro de 1867, em Varsóvia, na atual Polônia, Marie Curie foi uma física e química que se destacou por suas pesquisas sobre a radioatividade. Ao lado de seu marido, Pierre Curie, descobriu os elementos polônio e rádio, ampliando o conhecimento sobre materiais radioativos.

Foi a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel de Física e, posteriormente, também conquistou o Prêmio Nobel de Química, tornando-se a única pessoa a ganhar o prêmio em duas áreas científicas diferentes. Seu trabalho contribuiu para importantes avanços na medicina, especialmente no uso da radiação no tratamento do câncer.

GERTRUDE ELION – Pioneira no desenvolvimento racional de medicamentos

Reprodução/Wikipedia

Nascida em 23 de janeiro de 1918, nos Estados Unidos, Gertrude B. Elion foi uma bioquímica e farmacologista que revolucionou o desenvolvimento de medicamentos. Em 1988, recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina ao lado de George H. Hitchings e James Black por desenvolver métodos inovadores de planejamento racional de fármacos.

Seu trabalho levou à criação de medicamentos importantes, como o AZT, utilizado no tratamento da AIDS, a azatioprina, usada para evitar rejeição em transplantes de órgãos, e o aciclovir, antiviral utilizado contra o herpes. Elion faleceu em 1999, deixando um legado fundamental para a farmacologia moderna.

ROSALIND FRANKLIN – A cientista por trás da estrutura do DNA

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Nascida em 25 de julho de 1920, em Londres, Rosalind Franklin foi uma cientista britânica fundamental para a descoberta da estrutura do DNA, molécula responsável por armazenar as informações genéticas. Em 1951, passou a atuar no King’s College London, onde utilizou a difração de raios X para estudar o DNA.

Seus registros ajudaram a comprovar que a molécula possuía formato helicoidal e foram decisivos para que James Watson e Francis Crick apresentassem, em 1953, o modelo da dupla hélice. Franklin também contribuiu para estudos sobre a estrutura dos vírus e deixou um legado importante para a biologia molecular.

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