Os ataques militares realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados na madrugada de sábado (28), tiveram continuidade neste domingo (1º), ampliando a escalada do conflito no Oriente Médio.
Entre as mortes confirmadas pelas autoridades iranianas estariam figuras de alto escalão do país, incluindo o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad. Até o momento, os óbitos não foram oficialmente confirmados por fontes independentes internacionais.
As ações militares foram amplamente divulgadas nas redes sociais pelos próprios envolvidos. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações na Ásia Central e no Oriente Médio, afirmou em publicação na rede social X que a sede da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) teria sido destruída durante os bombardeios — informação ainda não confirmada pelo governo iraniano.
O Centcom também negou que o porta-aviões USS Abraham Lincoln tenha sido atingido por mísseis iranianos, contrariando declarações divulgadas anteriormente pela própria Guarda Revolucionária.
Em outra publicação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que nove navios da Marinha iraniana foram destruídos e afundados durante as operações militares. Segundo ele, novas ações devem ocorrer nos próximos dias.
Já as Forças de Defesa de Israel afirmaram, também por meio das redes sociais, que “todos os líderes terroristas de alto escalão do Eixo do Terror do Irã foram eliminados”, sem detalhar nomes ou circunstâncias.
Os bombardeios provocaram alto número de vítimas civis. Até a tarde de sábado (28), ao menos 201 pessoas haviam morrido e 747 ficado feridas no Irã, segundo um porta-voz da Sociedade do Crescente Vermelho. Neste domingo, o Ministério da Educação iraniano informou que 153 meninas morreram após um ataque contra uma escola em Minab, no sul do país, enquanto outras 95 estudantes ficaram feridas.
De acordo com a emissora Al Jazeera, o Hospital Gandhi, localizado no norte de Teerã, também foi atingido por ataques aéreos atribuídos a Israel e aos Estados Unidos. Imagens divulgadas por agências iranianas mostrariam destroços espalhados pelo interior da unidade hospitalar.
Do lado americano, o Centcom confirmou a morte de três militares dos Estados Unidos e informou que outros cinco ficaram gravemente feridos durante as operações. Vários outros soldados sofreram ferimentos leves e devem retornar às atividades militares.
Em Israel, o serviço nacional de emergência Magen David Adom (MDA) informou que ataques retaliatórios iranianos deixaram nove mortos e 28 feridos, sendo dois em estado grave. Segundo as Forças de Defesa de Israel, mísseis iranianos atingiram diretamente um bairro residencial em Beit Shemesh, provocando mortes entre civis.
O cenário indica uma intensificação do conflito, com trocas de ataques diretos e aumento da tensão internacional, enquanto a comunidade global acompanha com preocupação os desdobramentos da crise.
*Com informações da Agência Brasil















