O caminho até a escola deveria ser o momento mais tranquilo do dia. Entretanto, a realidade encontrada pela Guarda de Trânsito de Brusque (GTB) mostra um cenário preocupante com crianças sendo transportadas de forma irregular, expostas a riscos que, em questão de segundos, podem terminar em tragédia.
Nesta quarta-feira (25/3), as fiscalizações da GTB ocorreram nos bairros Paquetá e Santa Rita, além de abordagens no Centro, durante os horários de entrada e saída dos estudantes. Em poucos minutos de atuação, os agentes já identificaram uma sequência de infrações envolvendo o transporte de menores. No Centro Municipal de Educação Infantil Laura Cattani Leite, no Paquetá, diversas irregularidades foram registradas em menos de 30 minutos.
Em uma das abordagens, duas crianças por volta de 4 anos estavam soltas no banco dianteiro de um veículo, local inadequado e extremamente perigoso, quando deveriam estar no banco traseiro, devidamente assentadas em cadeirinhas ou dispositivos de retenção adequados.
Em outra situação, uma motocicleta transportava três pessoas: dois adultos e uma criança de aproximadamente dois anos, posicionada entre eles, sem qualquer tipo de proteção. A prática é proibida pela legislação de trânsito, que permite o transporte em motocicletas para crianças apenas a partir dos 10 anos.
Cenas como essas reduzem drasticamente as chances de sobrevivência em caso de colisão. Bastam segundos para que uma decisão equivocada se transforme em uma tragédia.
As condutas observadas estão previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e geram penalidades, tais como:
- Sem cadeirinha ou dispositivo de retenção adequado.
Infração gravíssima, multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo; - Criança transportada no banco dianteiro (em desacordo com a norma).
Infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH; - Transporte de criança menor de 10 anos em motocicleta/motoneta.
Infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH.
De acordo com a GTB, durante as abordagens, muitos condutores admitiram que sabiam estar em situação irregular, mas ainda assim seguiram com práticas perigosas, seja por pressa, hábito ou pela falsa ideia de que um trajeto curto não representa perigo.
Situações como essas não são casos isolados e exigem uma radical mudança de comportamento por parte dos responsáveis. “Não estamos falando apenas de infrações, estamos falando de escolhas que podem custar uma vida”, comentou o secretário de Trânsito e Mobilidade, Roberto Carlos Marques.
“Em poucos minutos, flagramos situações extremamente graves, que colocam crianças em risco real. A orientação existe, a lei é clara, mas ainda vemos atitudes que ignoram o básico. Nosso trabalho é orientar, fiscalizar e, principalmente, evitar que essas cenas terminem em tragédias”, afirmou o secretário.
As rondas escolares têm caráter educativo e preventivo. Durante as ações, os agentes orientam pais e responsáveis sobre o transporte correto de crianças e a importância do uso adequado dos dispositivos de segurança. Mais do que evitar multas ou pontos na carteira, a proposta é interromper comportamentos de risco antes que resultem em tragédias.
Fonte: Secom/Prefeitura de Brusque
















