A partir das 5h desta quinta-feira, equipes de todas as diretorias e setores da Secretaria de Obras atuaram simultaneamente nos dois lados da avenida, com máquinas pesadas, caminhões e trabalho manual para retirar lama, galhos e obstruções deixados pela elevação do Rio Itajaí-Mirim, que atingiu 7,16 metros.
A manhã desta quinta-feira (5) começou com uma grande operação de recuperação da infraestrutura urbana de Brusque. Antes mesmo do início do expediente convencional, às 5h, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos mobilizou todas as suas frentes de serviço para uma força-tarefa concentrada na limpeza e recuperação das avenidas Beira Rio, uma das principais ligações viárias do município.
A mobilização foi uma resposta direta aos impactos provocados pela elevação do Rio Itajaí-Mirim, que atingiu 7,16 metros durante a madrugada. Com a água avançando sobre as pistas e áreas próximas ao rio, diferentes trechos da Beira Rio ficaram cobertos por lama, areia, galhos, resíduos e materiais transportados pela correnteza. Em determinados pontos, o acúmulo de detritos comprometeu as condições de circulação e exigiu uma intervenção coordenada para restabelecer a infraestrutura da avenida.
Diante desse cenário, a Secretaria de Obras colocou em operação toda a sua estrutura de trabalho. Não se tratou de uma ação isolada de limpeza urbana, mas de uma mobilização integrada, reunindo equipes de diferentes especialidades, operadores de máquinas, motoristas, servidores de campo e trabalhadores das equipes manuais. A operação alcançou os dois lados da Beira Rio, com atuação nos pontos mais afetados e avanço simultâneo em diferentes trechos.
Toda a estrutura de Obras a serviço da recuperação da cidade
O diferencial da operação foi a integração de todas as frentes que compõem a Secretaria de Obras. Equipes que normalmente executam serviços distintos em diferentes bairros foram direcionadas para uma única missão: recuperar a Beira Rio e restabelecer as condições de circulação e conservação da principal ligação viária junto ao rio.
Participaram da força-tarefa as equipes de limpeza urbana e conservação de vias, responsáveis pela retirada dos resíduos acumulados, recolhimento de galhos, limpeza das pistas e remoção dos materiais deixados pela cheia.
As frentes de drenagem, limpeza de valas e manutenção de redes também foram mobilizadas, contribuindo para a retirada de obstruções e a recuperação das condições de escoamento. As equipes de tubulação e manutenção de bocas de lobo atuaram nos serviços necessários à desobstrução dos pontos de captação e das estruturas de drenagem urbana.
A operação também contou com a participação das equipes de pavimentação, Asfaltaço, tapa-buracos, patrolamento e preparação de vias, além dos setores de calçamento, lajotas, concreto, pedreiros e manutenção de meios-fios. Essas frentes integram a estrutura operacional da Secretaria e foram incorporadas à mobilização para dar suporte à recuperação dos trechos atingidos.
Também estiveram envolvidas as equipes de manutenção e recuperação de pontes e estruturas públicas, marcenaria, limpeza de áreas públicas, roçada, poda, paisagismo, plantio, pintura e recolhimento. Os servidores dos setores administrativos e operacionais que dão suporte às atividades também integraram a mobilização da Secretaria.
A participação conjunta dessas equipes permitiu concentrar diferentes capacidades de trabalho em uma mesma operação, utilizando a estrutura já existente da pasta para responder com agilidade às necessidades provocadas pela cheia.
Maquinário pesado e trabalho manual em uma operação coordenada
Para enfrentar o volume de material acumulado sobre as pistas, todo o maquinário disponível para a operação foi direcionado à Beira Rio. Patrolas, retroescavadeiras, escavadeiras, pás-carregadeiras, caminhões toco e caminhões de transporte trabalharam de maneira coordenada, cada equipamento desempenhando uma função específica dentro da recuperação.
Parte das máquinas foi utilizada para empurrar a água acumulada na pista em direção ao leito do rio, contribuindo para a liberação das áreas alagadas. Outras atuaram diretamente na remoção da lama e do barro depositados sobre o pavimento, além da retirada de galhos, resíduos e materiais que dificultavam a circulação.
As pás-carregadeiras e escavadeiras deram suporte à movimentação e ao carregamento dos materiais retirados, enquanto os caminhões foram empregados no transporte e na remoção dos resíduos. As patrolas também integraram a operação, auxiliando nos trabalhos de limpeza e movimentação do material acumulado.
Ao lado das máquinas, os servidores das equipes manuais trabalharam com ferramentas e equipamentos de uso individual para alcançar pontos que exigiam intervenção direta. A retirada de resíduos em áreas próximas às estruturas, a limpeza de trechos de difícil acesso e o acabamento da limpeza exigiram a presença dos trabalhadores em campo.
A combinação entre equipamentos pesados e mão de obra manual foi fundamental para que a operação avançasse por toda a extensão atendida, contemplando tanto os pontos com maior acúmulo de material quanto os locais que exigiam limpeza mais detalhada.
Limpeza com caminhões-pipa complementa a retirada da lama
A operação foi organizada em etapas complementares. Primeiro, as equipes concentraram esforços na retirada dos materiais mais volumosos e na remoção da camada de lama e barro que cobria a pista. Com a desobstrução dos trechos, os caminhões-pipa passaram a atuar na lavagem das vias, removendo os resíduos menores e complementando a limpeza do pavimento.
Esse trabalho é importante porque a retirada do material mais pesado não encerra a recuperação da pista. A lavagem permite remover a sujeira remanescente e melhorar as condições de limpeza dos trechos atendidos, enquanto as equipes avançam para os pontos seguintes.
A atuação simultânea nos dois lados da Beira Rio também foi determinante para ampliar a capacidade de atendimento. Em vez de concentrar todos os recursos em um único ponto, a Secretaria distribuiu máquinas e trabalhadores ao longo da avenida, priorizando os locais mais comprometidos e avançando conforme as condições de cada trecho.
A liberação da circulação depende da avaliação das condições da pista e da conclusão dos serviços em cada ponto, em articulação com os órgãos responsáveis pelo trânsito.
Mobilização de aproximadamente 400 servidores
A dimensão da resposta pode ser observada também pelo envolvimento de aproximadamente 400 servidores na operação. Profissionais de diferentes funções e setores deixaram suas atividades habituais para integrar a força-tarefa, colocando à disposição da cidade a estrutura humana e operacional da Secretaria de Obras.
Mais do que o número de trabalhadores mobilizados, a operação evidencia a importância da integração entre as equipes. Operadores, motoristas, servidores manuais, profissionais da limpeza, trabalhadores da manutenção e equipes técnicas atuaram com um objetivo comum: recuperar uma das vias mais importantes de Brusque após os impactos da elevação do rio.
A mobilização desde as primeiras horas da manhã, o direcionamento de todo o maquinário disponível e a atuação simultânea das diferentes frentes demonstram a capacidade de resposta da Secretaria diante de uma situação extraordinária.
Reconhecimento a quem esteve na linha de frente
A Secretaria de Obras registra seu agradecimento a todos os servidores que participaram da operação. O reconhecimento se estende aos operadores de máquinas, motoristas de caminhões, equipes de limpeza urbana, trabalhadores da drenagem e tubulação, profissionais da pavimentação, patrolamento e calçamento, equipes de concreto e manutenção, servidores responsáveis pelas pontes, marcenaria, paisagismo, roçada, poda, pintura e conservação, além de todos os trabalhadores manuais que estiveram diretamente nas pistas.
Cada frente teve sua contribuição. Enquanto as máquinas removiam grandes volumes de material, os caminhões realizavam o transporte, os servidores manuais trabalhavam nos pontos de difícil acesso e os caminhões-pipa complementavam a limpeza. Foi a soma desses esforços que permitiu uma resposta integrada e de grande escala.
A dedicação dos profissionais, especialmente daqueles que iniciaram os trabalhos ainda nas primeiras horas da manhã, merece reconhecimento. Em um momento em que a cidade precisava recuperar rapidamente uma de suas principais vias, toda a estrutura da Secretaria de Obras esteve mobilizada, trabalhando de forma coordenada para enfrentar os efeitos da cheia.
















