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Fraude com criptomoedas: PF mira R$ 100 milhões e faz buscas em Blumenau e região

Ação investiga esquema de pirâmide financeira

Fonte: PF/ Divulgação

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22/10), uma operação contra suspeitos de envolvimento em um esquema de investimentos fraudulentos que pode ter feito mais de 10 mil vítimas no Brasil e no exterior. A ação ocorre em cinco estados, incluindo Santa Catarina, com cumprimento de mandados em Blumenau, Pomerode, Indaial e Rio do Sul, municípios do Vale do Itajaí.

Batizada de Operação São Silvestre, a investigação apura a atuação de grupos que utilizavam plataformas digitais para atrair investidores com promessas de lucros elevados em criptomoedas e operações financeiras realizadas por robôs automatizados.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores de pessoas e empresas investigadas, até o limite de R$ 100 milhões.

Blumenau concentra dois mandados da operação

Ao todo, a Polícia Federal cumpre 12 mandados de busca e apreensão em dez municípios brasileiros. Em Santa Catarina, são seis ordens judiciais, distribuídas entre cinco cidades.

Blumenau concentra duas buscas, enquanto Pomerode, Indaial, Rio do Sul e Florianópolis têm uma cada.

A operação também acontece em Curitiba, no Paraná, com dois mandados, além de Álvares Machado, em São Paulo; Belo Horizonte, em Minas Gerais; e Recife e Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.

As determinações foram expedidas pelo 3º Juízo da Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina.

Promessas de lucros chegavam a 70% ao mês

De acordo com a Polícia Federal, os grupos investigados teriam atuado entre 2018 e 2020, período em que conseguiram atrair investidores de diferentes estados brasileiros e até do exterior.

Para convencer as vítimas, as plataformas anunciavam rendimentos muito superiores aos normalmente encontrados no mercado financeiro.

As promessas variavam entre 2% e 3% de lucro ao dia, podendo chegar a percentuais de 10% a 70% ao mês.

Segundo os investigadores, essas ofertas eram utilizadas para estimular novos aportes financeiros em sistemas com características de pirâmide, nos quais os investidores eram atraídos pela expectativa de ganhos rápidos e elevados.

A estimativa é de que mais de 10 mil pessoas tenham sido prejudicadas pelos esquemas.

Justiça determina bloqueio milionário

Como parte da operação, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores de 15 pessoas físicas e 13 empresas investigadas.

A medida estabelece um limite de R$ 100 milhões e busca preservar recursos que poderão ser utilizados para uma eventual reparação dos prejuízos sofridos pelas vítimas.

O valor representa o teto autorizado para o bloqueio judicial, não significando que toda essa quantia já tenha sido localizada ou recuperada.

Os investigados foram indiciados por associação criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e contra o mercado de capitais.

Vítimas podem encaminhar documentos à Polícia Federal

A Polícia Federal também disponibilizou um canal para receber informações de pessoas que tenham realizado investimentos nas plataformas investigadas.

O material poderá auxiliar os investigadores na identificação das movimentações financeiras e na apuração da dimensão dos prejuízos.

As investigações seguem para esclarecer a participação dos envolvidos e o destino dos recursos captados pelos grupos suspeitos.

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