A Justiça condenou um homem a 24 anos, dois meses e 20 dias de prisão em regime fechado por estuprar e tentar matar uma mulher em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. A sentença foi proferida na última sexta-feira (16), após julgamento no Tribunal do Júri.
O crime ocorreu em 19 de fevereiro de 2024, quando a vítima retornava a pé de uma aula de autoescola. O ataque aconteceu às margens da ciclovia da rua Affonso Nicoluzzi, no bairro Água Verde, nas proximidades de uma ponte.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a mulher foi seguida pelo agressor e atacada em um local com pouca circulação de pessoas. Conforme a denúncia apresentada em juízo, o réu utilizou violência física e uma faca para cometer o crime sexual.
Após o estupro, a vítima foi novamente agredida e lançada em um curso d’água. Ela sofreu ferimentos graves, incluindo fraturas e um golpe de faca nas costas, mas conseguiu sobreviver.
À época da investigação, o delegado responsável pelo caso, Leandro Mioto, informou que o homem inicialmente negou o crime, mas acabou confessando após ser confrontado com elementos de prova reunidos pela Polícia Civil.
A vítima, de 33 anos, conseguiu deixar o local após recobrar a consciência e foi socorrida pelo marido, que a levou ao hospital para atendimento médico.
Durante a sessão do júri, realizada em 15 de janeiro de 2025, os jurados condenaram o réu pelos crimes de estupro e tentativa de homicídio triplamente qualificada, reconhecendo motivo torpe, tentativa de feminicídio e a intenção de garantir a impunidade do crime sexual.
O promotor de Justiça Rafael Scur do Nascimento afirmou que o ataque teve motivação ligada ao menosprezo à condição feminina e destacou a gravidade dos fatos. Segundo ele, a sobrevivência da vítima ocorreu por circunstâncias alheias à vontade do agressor.
De acordo com o MPSC, o condenado usava tornozeleira eletrônica no momento do crime e possuía antecedentes criminais por roubo no município de Guaramirim.
A condenação reforça o entendimento do Judiciário sobre a gravidade dos crimes cometidos contra mulheres e a necessidade de punições rigorosas para casos de violência extrema.
















