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Indústria têxtil debate inovação, custos e sustentabilidade em Brusque

Evento da ACIBr reuniu especialistas para apresentar soluções aplicáveis às empresas do setor

Fonte: Ideia Comunicação / Imagem:

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Empresários e profissionais da indústria participaram, na quinta-feira, 13 de agosto, do evento Governança e Sustentabilidade para a Indústria Têxtil, promovido pelo Núcleo de Gestão Ambiental da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (ACIBr). Realizada no Teatro do CESCB, a programação reuniu especialistas para compartilhar estratégias voltadas à gestão empresarial, eficiência operacional e sustentabilidade.

Ao longo da manhã, foram realizadas as palestras Governança Corporativa em Empresas Familiares, com Roberta Marina Zen; Estratégias para uma Empresa Perene, com Alex Dimitriadis; Aplicações do BESS, com Heloisa Klabunde; Economia Energética e Ambiental, com Joni Dutra Neves; e Controle de Custos nas Tinturarias, com Patrick Laurens Stolfi. A mediação ficou a cargo de Luciana Crespim, da Laudatec, responsável pela organização da edição do evento em Jaraguá do Sul e apoiadora da iniciativa em Brusque.

O coordenador do Núcleo de Gestão Ambiental da ACIBr, André Kohler Klabunde, explica que a iniciativa buscou aproximar os empresários de soluções já aplicadas no setor, especialmente em uma região onde a indústria têxtil tem papel estratégico na economia.

“Hoje, governança e sustentabilidade são importantes não só para atender às exigências legais e do mercado, mas para construir empresas mais competitivas e perenes. Como Brusque tem um polo têxtil muito forte, buscamos trazer exemplos e cases de sucesso para que esse conhecimento chegue às empresas”, afirma.

Segundo ele, a programação foi inspirada em uma edição realizada em Jaraguá do Sul e ampliada com temas relacionados à gestão energética, tecnologias para tinturarias e governança corporativa, reunindo profissionais com experiência prática no segmento.

Soluções para os desafios da indústria

Entre os assuntos, a programação abordou a governança corporativa em empresas familiares, tema apresentado pela consultora Roberta Marina Zen. Segundo ela, estruturar o processo de sucessão é uma forma de reduzir riscos e garantir a continuidade dos negócios.

“O importante é olhar para onde a empresa quer chegar daqui a dez anos, preparar um sucessor, seja familiar ou não, e fortalecer práticas como transparência, prestação de contas e planejamento de longo prazo”, ressalta.

Na área de energia, Heloisa Klabunde apresentou aplicações do BESS, sistema de armazenamento de energia em baterias. Ela explica que a tecnologia auxilia as indústrias tanto na continuidade das operações quanto na redução de custos.

“O BESS complementa a gestão da energia na indústria, ajudando a reduzir impactos de picos de consumo e contribuindo também para a descarbonização, com menor uso de diesel em sistemas de backup”, explica.

Também voltado à eficiência operacional, Joni Dutra Neves apresentou cases de recuperação energética e tecnologias para tinturarias, demonstrando como equipamentos voltados ao reaproveitamento de energia podem reduzir custos e melhorar o desempenho ambiental das empresas.

“A tecnologia é um meio para chegar ao resultado. O que mostramos são casos reais de ganhos obtidos com a recuperação energética e a otimização dos processos”, destaca.

Já Patrick Laurens Stolfi compartilhou experiências sobre controle de custos nas tinturarias, destacando a importância de uma visão estratégica da gestão fabril diante da competitividade do mercado.

“Muitas vezes as empresas estão tão envolvidas na rotina que não conseguem enxergar onde estão os desperdícios. O controle de custos é um trabalho de longo prazo que fortalece a competitividade”, afirma.

Conhecimento aplicado à realidade do setor

Para a mediadora do encontro, Luciana Crespim, o evento foi estruturado para apresentar conteúdos objetivos e aplicáveis à realidade das indústrias, mostrando que inovação e sustentabilidade caminham lado a lado.

“Hoje é impossível pensar em uma empresa de 100 ou 200 anos sem considerar sustentabilidade e governança corporativa. Sempre existem novas formas de ser mais rentável, mais lucrativo e ainda mais sustentável”, afirma.

O superintendente da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema), Leonardo Floriani Pereira, destacou a relevância da iniciativa para um município que concentra um dos principais polos têxteis do país. Segundo ele, aproximar esse debate dos empresários ajuda a transformar conceitos muitas vezes vistos como complexos em ferramentas práticas para a gestão das empresas.

“Ter um evento dessa magnitude em Brusque, com cases, soluções e ideias voltadas à governança, conformidade legal e inovação, leva conhecimento ao empresário e traz mais segurança para prevenir e resolver desafios internos”, avalia.

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