A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Brusque, concluiu dois inquéritos policiais que investigavam mortes registradas em 2026 nos bairros Santa Luzia e Limoeiro. Após análises detalhadas, ambos os casos tiveram a hipótese de homicídio descartada.
As investigações envolveram coleta de depoimentos, interrogatórios, análise de imagens e laudos técnicos elaborados pela Polícia Científica, permitindo a reconstituição das circunstâncias dos fatos.
Caso em Santa Luzia
O primeiro caso analisado ocorreu no dia 16 de fevereiro, no bairro Santa Luzia, e envolveu a morte de um homem de 73 anos.
De acordo com a apuração, houve um desentendimento entre os envolvidos, com registro de agressões consideradas de menor potencial ofensivo. Após o episódio, a vítima deixou o local por conta própria, em estado de embriaguez.
Posteriormente, o homem sofreu uma queda em um barranco de aproximadamente quatro metros de altura, resultando em traumatismo cranioencefálico grave.
O laudo pericial apontou que as lesões são compatíveis com a queda, não sendo encontrados elementos que indiquem agressão direta capaz de causar a morte. Com isso, não foi possível estabelecer nexo causal entre a conduta de terceiros e o óbito.
O investigado responderá apenas pela contravenção penal de vias de fato.
Caso em Limoeiro
O segundo inquérito trata de uma morte registrada no dia 13 de janeiro, no bairro Limoeiro. Inicialmente, o caso foi tratado como possível homicídio.
Durante a investigação, foram colhidos 12 depoimentos, além da análise de imagens de videomonitoramento e exames periciais no local e no corpo da vítima.
Segundo o laudo pericial, não foram identificados sinais de luta corporal ou indícios de participação de terceiros. O cenário foi considerado compatível com ação individual.
A causa da morte foi apontada como choque hipovolêmico e insuficiência respiratória aguda, decorrentes de ferimento na região do pescoço, com características compatíveis com autoagressão.
A perícia também indicou que a vítima realizou atos sucessivos antes do desfecho, sem evidências de intervenção de outras pessoas.
Conclusão das investigações
Diante do conjunto de provas reunidas nos dois casos, a Polícia Civil concluiu pela inexistência de crime de homicídio em ambas as situações.
Os procedimentos foram finalizados e encaminhados ao Poder Judiciário, onde serão analisados pelo Ministério Público.
A Polícia Civil reforçou que todas as investigações foram conduzidas com rigor técnico, baseadas em provas científicas e dentro da legalidade, garantindo a apuração correta dos fatos.
















