Os dois atletas estrangeiros presos por injúria racial durante o Itajaí Open de Tênis receberam liberdade provisória nesta sexta-feira (23), após passarem a noite no presídio do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí (Canhanduba).
Durante audiência de custódia realizada na tarde de hoje, o juiz responsável pelo caso homologou a prisão em flagrante, mas concedeu a soltura dos jogadores mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Entre as condições impostas estão: o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar no período noturno, proibição de deixarem a comarca por mais de sete dias sem autorização judicial e apreensão dos passaportes.
Entenda o caso
A Polícia Militar foi acionada na tarde de segunda-feira (22) para atender a uma ocorrência de racismo no torneio Itajaí Open de Tênis, realizado no Clube Itamirim, em Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina.
Segundo relato das testemunhas, os dois atletas – um venezuelano de 26 anos e um colombiano de 25 – teriam reagido de forma agressiva após perderem a partida, ofendendo a torcida e um funcionário do clube com gestos e palavras de cunho racista.
Um dos jogadores teria feito gestos imitando um macaco em direção à torcida, enquanto o outro teria chamado um funcionário do clube de “macaco”.
Prisão em flagrante
Após o episódio, os atletas deixaram o local do torneio e foram para o hotel onde estavam hospedados. A Polícia Militar localizou inicialmente o atleta venezuelano, que foi preso e conduzido à Central de Polícia. Pouco depois, o segundo atleta também foi localizado e recebeu voz de prisão.
Ambos foram autuados por injúria racial, crime previsto na Lei nº 7.716/89, com pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.
As investigações continuam e o caso seguirá tramitando na Justiça, agora com os acusados em liberdade provisória e sob monitoramento.















