O empresário brusquense Luciano Hang se manifestou na manhã desta segunda-feira (8) contra a suspensão da pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia, anunciada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura após o país atingir 90% da cota autorizada para a temporada de 2026.
Em uma publicação nas redes sociais, Hang classificou a medida como “absurda”, “vergonhosa” e “revoltante”. Segundo ele, a decisão atinge uma tradição histórica de Santa Catarina e afeta diretamente famílias que dependem da atividade pesqueira.
O empresário destacou que a pesca da tainha faz parte da cultura catarinense há séculos e afirmou que a suspensão representa um ataque a uma prática tradicional do estado. “Estão atacando uma tradição que existe há mais de 400 anos e que faz parte da vida de muitas famílias catarinenses”, escreveu.
Na publicação, Hang também questionou a decisão do governo federal. “Isso é palhaçada ou perseguição?”, escreveu o empresário ao comentar a suspensão da modalidade de pesca.
O empresário ainda cobrou uma resposta dos representantes políticos catarinenses. “Os pescadores e o povo catarinense precisam ser respeitados”, declarou ao pedir uma medida urgente por parte dos deputados e senadores.
Hang também defendeu que as autoridades conheçam mais de perto a realidade das comunidades pesqueiras antes de tomar decisões sobre a atividade. Segundo ele, muitos trabalhadores dependem da safra da tainha para garantir renda e sustento durante o ano.
Em outro trecho da manifestação, o empresário afirmou que a medida afeta não apenas a economia, mas também aspectos culturais do estado. Para ele, a decisão compromete “o sustento, a cultura e o progresso do nosso povo”.
A manifestação ocorre um dia após o Ministério da Pesca e Aquicultura determinar a suspensão da pesca da tainha por arrasto de praia em todo o país. De acordo com a pasta, a medida possui caráter preventivo e foi adotada após o monitoramento apontar que 90% da cota nacional autorizada para a modalidade já havia sido atingida.
A cota de captura para a temporada de 2026 foi fixada em 8.168 toneladas por meio de portaria conjunta dos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente. Conforme o governo federal, o objetivo da suspensão é evitar que o limite estabelecido seja ultrapassado.
A decisão gerou manifestações em diferentes setores ligados à atividade pesqueira em Santa Catarina, estado onde a pesca da tainha é considerada uma das tradições mais marcantes do período de outono e inverno.














