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Morre Bagre Fagundes, ícone da cultura tradicionalista gaúcha, aos 86 anos

Artista deixa legado marcado pela música e valorização das tradições do RS

Fonte: Redação Araguaia - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

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O Rio Grande do Sul perdeu neste domingo (2/8) um de seus maiores representantes da cultura tradicionalista. Morreu, aos 86 anos, Euclides Fagundes Filho, conhecido nacionalmente como Bagre Fagundes, artista que marcou gerações por sua atuação na música, no humor e na preservação das tradições gaúchas.

Natural de Uruguaiana, na Fronteira Oeste, Bagre nasceu em 3 de outubro de 1939. O apelido, adquirido ainda na adolescência, acompanhou toda a sua trajetória artística e se tornou uma marca reconhecida pelos admiradores da cultura do Rio Grande do Sul.

As informações são do portal G1.

Ao longo da vida, Bagre Fagundes construiu uma carreira multifacetada. Formado em Direito pela Universidade de Cruz Alta, atuou como advogado, foi vereador em Alegrete, jogador e árbitro de futebol, além de presidir o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF). Também trabalhou como colunista do jornal Diário Gaúcho.

Apesar das diversas atividades, foi na música que deixou seu maior legado. Ao lado do irmão, Nico Fagundes, compôs “Canto Alegretense”, considerada uma das canções mais emblemáticas da cultura gaúcha. A obra tornou-se um símbolo do orgulho regional e consolidou o nome dos irmãos como referências do tradicionalismo.

Mesmo aos 86 anos, Bagre seguia em atividade. Ele se apresentava ao lado dos filhos Ernesto, Neto e Paulinho, integrantes do grupo Os Fagundes, levando aos palcos um repertório voltado à valorização da música e das tradições do Rio Grande do Sul.

Conhecido também pelo bom humor, o tradicionalista costumava tratar a própria trajetória com leveza. Ao completar 80 anos, afirmou, em tom de brincadeira, que ainda não havia alcançado seu maior objetivo: “o de não fazer nada”, frase que se tornou uma das mais lembradas de sua personalidade.

A morte de Bagre Fagundes encerra uma trajetória de mais de seis décadas dedicadas à cultura gaúcha, mas deixa um legado que permanece vivo por meio de suas composições, apresentações e da contribuição para a preservação das tradições do Rio Grande do Sul.

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