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Motivação do ataque a escola de Estação (RS) segue desconhecida, diz Polícia Civil

Polícia Civil busca respostas sobre os motivos do adolescente atacar estudantes e professora

Fonte: Divulgação/Polícia Civil RS

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul afirmou, nesta terça-feira (8), que ainda não há elementos suficientes para esclarecer a real motivação do ataque a uma escola em Estação, ocorrido na manhã do mesmo dia. Em nota oficial, a Polícia destacou que o caso está em investigação e que ainda não há convicção sobre as circunstâncias que levaram o adolescente de 16 anos a invadir a Escola Municipal Maria Nascimento Giacomazzi e atacar estudantes e uma professora.

Adolescente apreendido e o andamento da investigação

O suspeito do ataque foi apreendido logo após o crime e está sob custódia na Delegacia de Polícia de Getúlio Vargas. O adolescente, que não tinha antecedentes criminais e não possuía vínculo com a escola, prestou depoimento à polícia e ao Ministério Público. A Justiça decretou sua internação provisória por 45 dias, conforme as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso segue em segredo de Justiça.

Vítima fatal e outras vítimas feridas

O ataque resultou na morte de Vitor André Kungel Gambirazi, um menino de 9 anos, que foi atingido com 11 golpes de faca no tórax e nas costas. Apesar de ser socorrido imediatamente, Vitor não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no hospital. Além dele, outras duas crianças e uma professora ficaram feridas. Uma das alunas, de 8 anos, foi encaminhada para o Hospital Santa Terezinha, em Erechim, com ferimentos graves, mas está em estado estável, embora ainda necessite de cuidados. A outra criança recebeu alta. A professora, de 34 anos, ficou ferida ao tentar intervir no ataque e foi transferida para o Hospital de Caridade, em Erechim, onde está estável, mas abalada emocionalmente.

Agressor agiu sozinho e causou surpresa no local

O delegado responsável pela investigação, Jorge Fracaro Pierezan, informou que o adolescente agiu sozinho e que o ataque foi direcionado apenas a uma sala, do terceiro ano do Ensino Fundamental. De acordo com o coronel Carlos Aguiar, comandante do CRPO Norte, o adolescente entrou na escola de forma tranquila, pois já era conhecido dos funcionários. Inicialmente, ele alegou que queria entregar um currículo e pediu para ir ao banheiro. Foi então que, surpreendentemente, começou o ataque. Testemunhas relataram que, antes de começar a agressão, ele estourou bombinhas no chão, provavelmente para assustar os alunos.

Com o agressor, foram encontradas duas facas, que ele usou para desferir os golpes contra as vítimas. O caso continua sob investigação, e a Polícia Civil segue apurando todos os detalhes sobre o que motivou o ataque.

Reações e medidas de apoio

A Prefeitura de Estação suspendeu as aulas por tempo indeterminado e anunciou a abertura de um espaço de acolhimento na Casa da Cultura para dar apoio psicológico a alunos e familiares afetados pela tragédia. O Governo do Estado, por meio do governador Eduardo Leite, expressou solidariedade às famílias e garantiu que as forças de segurança atuariam com prioridade total para apurar o caso. Leite também se comprometeu a reforçar as estratégias de segurança nas escolas do Rio Grande do Sul para evitar novos incidentes como esse.

Solidariedade e mobilização da comunidade

A comunidade de Estação está mobilizada para apoiar as famílias afetadas pelo ataque. Autoridades locais e estaduais se comprometeram a proporcionar o suporte necessário para que a cidade e suas escolas possam se recuperar deste trágico evento.

A investigação prossegue com o objetivo de esclarecer as motivações do ataque e fornecer respostas às famílias e à comunidade escolar.

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