Uma mulher foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por maus-tratos após uma cadela de aproximadamente três meses sofrer uma grave intoxicação ao supostamente ingerir cerca de 55 porções de crack em Joinville. A denúncia ainda não foi recebida pela Justiça.
A cachorrinha, da raça buldogue francês e chamada Antonieta, teria tido acesso ao entorpecente dentro da residência onde vivia, no bairro Jarivatuba. O caso ocorreu no dia 17 de abril.
Segundo a denúncia apresentada pela 21ª Promotoria de Justiça, a droga teria sido mantida pela tutora em um local ao alcance do animal. Para o Ministério Público, a falta dos cuidados necessários permitiu que Antonieta tivesse contato com as porções embaladas e colocou a vida da cadela em risco.
Filhote apresentou convulsões e alterações neurológicas
Após ingerir o material, Antonieta apresentou um quadro grave de saúde, com crises convulsivas recorrentes, tremores, rigidez muscular e alterações neurológicas severas, além de problemas respiratórios e gastrointestinais.
A situação exigiu atendimento veterinário de emergência, realização de endoscopia e internação prolongada. A cadela também precisou ser transferida para uma unidade de terapia intensiva veterinária e passar por acompanhamento especializado.
A Promotoria sustenta que, por ser responsável pelo animal, cabia à tutora impedir que a cadela tivesse acesso a situações que colocassem sua integridade em risco.
Além da responsabilização criminal por maus-tratos, o MPSC pede à Justiça uma indenização mínima de R$ 38.362,02, considerando danos materiais e extrapatrimoniais sofridos pelo animal.
O Ministério Público também requer que a mulher perca definitivamente a guarda da cadela, que deverá permanecer sob responsabilidade do órgão competente de proteção animal.
Tutora também responde por tráfico de drogas
O caso também resultou em outra ação penal contra a mulher, desta vez por tráfico de drogas.
Conforme o MPSC, durante o atendimento veterinário realizado para a retirada de um corpo estranho do organismo da cadela, foram encontradas 48 porções de uma substância semelhante ao crack, embaladas individualmente em forma de pedras.
A descoberta levou ao acionamento da Polícia Militar. Segundo a denúncia relacionada ao tráfico, durante conversa com os policiais, a jovem teria admitido que a droga pertencia a ela e que utilizou o animal para esconder o entorpecente.
A ação penal também aponta que a acusada supostamente mantinha 48 porções de substância semelhante à cocaína, totalizando 16,06 gramas, para fins de comercialização e sem autorização legal.
A mulher responde à ação penal por tráfico, enquanto a nova denúncia apresentada pelo MPSC trata dos supostos maus-tratos contra Antonieta.
















