A Prefeitura de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, apresentou à Câmara de Vereadores o projeto Criciúma Recomeça, que tem como foco incluir pessoas em situação de vulnerabilidade social no mercado de trabalho. A proposta foi entregue oficialmente na segunda-feira (2) e será votada na próxima sessão, prevista para o dia 9.
O projeto é resultado da articulação entre a Secretaria de Assistência Social e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município. Ele prevê a oferta de empregos temporários na zeladoria urbana, além de cursos profissionalizantes no SENAI, nas áreas de elétrica, mecânica, soldagem e construção civil.
Ao todo, 30 bolsas de estudo serão oferecidas. A participação nos cursos será obrigatória e, ao fim do contrato temporário, os beneficiários serão encaminhados à Central de Empregos, com o objetivo de conseguir um trabalho na área escolhida.
Cada participante do programa terá um plano individual de transição, elaborado pela Secretaria de Assistência Social. Esse plano incluirá:
- Diagnóstico socioeconômico
- Metas de qualificação profissional
- Estratégias de autonomia financeira
- Prazos e metas personalizadas
- Acompanhamento contínuo
O plano será revisado periodicamente, de forma a adaptar as ações às necessidades de cada pessoa, garantindo um suporte contínuo durante todo o processo de reintegração.
Para ser elegível ao Criciúma Recomeça, é necessário:
- Ter mais de 18 anos
- Estar desempregado
- Estar inscrito no CadÚnico
- Não receber seguro-desemprego ou participar de programas como o Bolsa Família
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Rocha Fabris, a iniciativa visa promover uma virada de chave. “Queremos oferecer não apenas trabalho, mas um caminho para autonomia, dignidade e reinserção verdadeira dessas pessoas na sociedade”, disse.
Com o projeto, Criciúma dá um passo concreto na busca por soluções sociais inclusivas, humanas e sustentáveis para um dos desafios mais urgentes das cidades brasileiras.















