PRONUNCIAMENTO
“A justiça não foi feita”, afirma Jean Pirola sobre menina violentada e induzida a não fazer aborto por juíza de Tijucas 
Vereador enfatizou que a interrupção da gravidez em casos de estupro é permitida no país e defendeu a castração química para estupradores 
por Assessoria de Imprensa Câmara de Brusque 22/06/2022 às 18:13 Atualizado em 22/06/2022 às 20:26
Imagens: Divulgação

Durante a sessão ordinária desta terça-feira, 21 de junho, o vereador Jean Pirola (PP) comentou o caso da juíza da comarca de Tijucas (SC) que induziu uma menina de 11 anos vítima de estupro a desistir de fazer um aborto legal. A gestação da criança decorre da violência da qual foi vítima, conforme noticiou o site The Intercept.   

“Quero deixar bem claro que sou totalmente contra a liberdade do aborto. A nossa Constituição Federal é muito clara sobre o direito à vida. Em casos excepcionais - estupro, risco à vida da mãe ou quando a criança está sem vida - a justiça já reconheceu, e eu também reconheço dessa forma, o entendimento de que, buscando a interferência do Poder Judiciário, se faz de forma legal a interrupção da gravidez”, observou. 

Pirola criticou o fato do estuprador da menina não ter sido preso. “Ele está na rua, podendo cometer o crime novamente, e aí, quando se fala em castração química, muitos são contra. Isso é porque não cometeram [o estupro] na família daqueles que são contra. Tomara que ainda façam valer esse pensamento, com a castração química de estupradores”, defendeu. “Quero deixar meu lamento por essa decisão indevida da juíza. Não estamos aqui para condená-la, mas foi uma decisão que contrariou aquilo que esperávamos ser o correto, porque uma criança foi estuprada aos dez e está grávida aos 11 anos, com risco. Infelizmente, a justiça não foi feita”. 

Médicos falecidos

Num segundo momento, o parlamentar homenageou a memória de dois médicos falecidos neste mês, o ginecologista e obstetra Germano Hoffmann (95), que exerceu o cargo de vereador na 5ª Legislatura da Câmara de Brusque após o Estado Novo (1963-1966), tendo assumido, à época, a presidência do Poder Legislativo, e o legista Antônio Carlos Bastos Dias (66). Ele também fez uma referência elogiosa a João Antônio Schaefer, o Dr. Nica, falecido em 2015, aos 97 anos. 

“Brusque, com certeza, necessita de mais profissionais da medicina como foram Dr. Bastos, Dr. Germano e Dr. Nica, pessoas humanas que atendiam a pessoa na sua essência e jamais deixaram de atender qualquer cidadão”, concluiu.

Assuntos: Política
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