PRONUNCIAMENTO
Déco Batisti critica ato partidário alusivo a óbitos por Covid-19 em Brusque
“Não deixou de ser um ato politiqueiro, atacando as ações do governo durante a pandemia”, opinou o vereador
por Assessoria de Imprensa Câmara de Brusque 08/04/2021 às 17:24 Atualizado em 08/04/2021 às 17:27

Durante a sessão ordinária desta terça-feira, 6 de abril, o vereador André Batisti, o Déco (PL), rechaçou o protesto realizado por pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT) de Brusque em alusão às vidas interrompidas na cidade por conta da Covid-19 e contrário à gestão da pandemia pelas autoridades brasileiras. O ato ocorreu na sexta-feira, 2. Na ocasião, 200 cruzes de madeira foram fixadas às margens do rio Itajaí Mirim, na Beira Rio. 

“Não deixou de ser um ato politiqueiro, atacando as ações do governo durante a pandemia. Achei uma falta de respeito, visto que o foco não era levar conforto para as famílias. Se for analisar, o governo [o partido] que fez esse ato, quando estava no governo, gastou R$ 25 bilhões numa copa do mundo, R$ 38 bilhões numas olimpíadas, R$ 63 bilhões em dois eventos, e no mesmo período gastava só R$ 48 bilhões na Saúde. Fora isso, diminuiu 43 mil leitos de internação, que hoje fazem falta”, afirmou Déco.

Em aparte, Marlina Oliveira Schiessl (PT) contra-argumentou: “Este ato representou a solidariedade das pessoas que compõem o partido, inclusive eu. Ou o senhor acha que eu não fui solidária e que não estive com todo meu sentimento empregado nesse movimento?”, indagou a vereadora. “Ainda vivemos numa democracia e podemos nos manifestar”, disse.

  André Vechi (DC) lembrou que a afixação de materiais em áreas públicas depende de prévia autorização do Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan). “Protocolei um ofício ao diretor-presidente do Ibplan questionando, porque qualquer cidadão que queira usar uma área pública para fixar um banner, uma barraca, precisa de autorização. O Partido dos Trabalhadores não o fez e será notificado para retirar [as cruzes], parece até que já retirou”, informou.

Autismo

Ao abrir seu pronunciamento, Déco falou sobre o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril. Ele registrou que o calendário oficial de datas e eventos de Brusque conta com o "Mês Municipal de Conscientização sobre o Autismo", instituído pela Lei 4.294/2020, oriunda de projeto de lei apresentado por Deivis da Silva, o Deivis Jr. (MDB). O parlamentar agradeceu à Prefeitura por ter iluminado de azul a ponte estaiada. A cor é um dos símbolos do autismo. 

Paróquia São Luís Gonzaga

O vereador também parabenizou a paróquia São Luís Gonzaga pela programação da Semana Santa, cumprimentando particularmente o pároco da igreja, padre Diomar Romaniv. Déco destacou que na sexta-feira, 2, as redes sociais da paróquia transmitiram um momento de oração pelas vítimas fatais da Covid-19 em Brusque. “Com certeza um momento propício, trazendo amor, consolo às famílias que perderam um ente querido nessa pandemia”, afirmou.

Atividades presenciais

“Ninguém aqui é a favor de sessão online. É uma sessão fria, onde a gente não pode debater, discutir projetos. Todos são pela sessão presencial. Quero dizer pra Marlina [Schiessl] que a nossa casa não defendeu a sessão online, mas um decreto, visto que a Câmara de Penha foi trancada no meio da sessão. A gente quer a sessão presencial, e o quanto antes com a presença da população”, ressaltou Déco ao defender a realização de sessões presenciais na Câmara Municipal de Brusque. 

Antes de finalizar, ele ainda se posicionou pela manutenção das atividades escolares na modalidade presencial: “Tem que ter cuidado com o professor, mas é essencial o trabalho deles. Como vereador, estou quase todos os dias aqui ou na comunidade. Não estou me escondendo esperando acabar a pandemia e sim trabalhando para o bem andar da carruagem”, disse. 

Ele sugeriu que servidores com comorbidades sejam remanejados de atividade ou possam trabalhar em casa: “A aula presencial tem que continuar para as pessoas poderem trabalhar. Vacina vai ter que ter, mas todos precisamos de vacinas, não só os professores”.

Assuntos: Política
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