PANDEMIA
Infectologista fala sobre os cuidados com a COVID-19
Segundo o profissional, medidas restritivas não devem ser relaxadas e esquecidas, mas algumas situações podem ser repensadas
por Assessoria de Imprensa Midia press 25/11/2021 às 04:55
Imagem: Divulgação

Com o avanço da vacinação na região e no Brasil, e grande parte dos eventos, feiras e outras atividades voltando a receber o público, muitas pessoas esqueceram a importância de manter as medidas restritivas e, principalmente, a higienização, lembra o médico infectologista e membro da Associação Brusquense de Medicina, Ricardo Freitas. Segundo ele, uma das perguntas mais frequentes feitas pela população é sobre o fim da pandemia.

“O que temos visto, é que ela teve um alívio bastante importante na região onde a gente mora, mas a pandemia continua, pois é uma doença universal, que acontece no mundo todo. Agora, ela persiste, “ela está ai” e, pelo menos num curto prazo, não há nenhuma perspectiva dela sumir”, explica o médico. 

Ainda de acordo com o especialista, as medidas restritivas não devem ser relaxadas e esquecidas, mas algumas situações podem ser repensadas, como o uso de máscaras em alguns locais, por exemplo. 

“Há situações que estão bastante claras, que a gente aprendeu nestes dois anos de pandemia, que a máscara, por exemplo, ela é muito importante para ambientes confinados, para conversação entre pessoas próximas, mas ao ar livre e quando você está sozinho, não há necessidade de você usar  a máscara. Isso poderia, do meu ponto de vista, ser liberado, porque não é ali o contágio. Não é numa praia ou num acampamento que você vai pegar COVID. É quando as pessoas estão próximas umas das outras, principalmente em ambiente confinado”, opina Freitas, com a ressalva de que “quando você vai se alimentar num buffet , talvez o uso da máscara seja eterno. Como uso do álcool em gel, não pode ser refreado, ele tem que ser estimulado, assim como a higienização de mãos e a higiene pessoal tem que ser estimulada”.

CONTINUAÇÃO DAS RESTRIÇÕES

Neste sentido de continuar a prevenção, o infectologista é categórico ao destacar que não se pode “baixar a guarda”, pois apesar da diminuição do número de casos e internações, ainda há pessoas sendo contaminadas por causa da doença.   

“(...) não podemos refrescar demais as medidas restritivas porque o mundo começa a se abrir, as fronteiras começam a se abrir e as pessoas vão circulando e há países que não tem a mesma resposta em termos de vacinação e controle. Vivemos uma situação bastante cômoda hoje no Brasil, mas como é o resto do mundo? Como virão as pessoas para cá com as fronteiras abertas? A gente precisa estar mantendo as medidas de restrição bastante firme”, destaca.     

Conforme Ricardo Freitas tem explicado em suas palestras, “a gente precisa respeitar o vírus”, pois não vamos conseguir eliminá-lo 100%, mas precisamos aprender a conviver com ele pacificamente, porém isso leva tempo. A ciência tem pesquisado o vírus incansavelmente, assim como já foi feito com outros vírus e bactérias, mas cabe a população fazer a sua parte e a vacinação é fundamental.  “Não se pode esperar por uma vacina melhor no ano que vem”, diz o médico infectologista, ao relatar que ainda ouve muito essa frase por parte de algumas pessoas. 

“Sim, no ano que vem terá uma melhor! Assim como a gente tem com o automóvel, com o computador. Ano que vem sempre vai ter algo melhor, faz parte da evolução do ser humano. Sempre conseguimos fazer uma coisa melhor do que a outra no futuro, é assim que nós chegamos aqui. Então, as vacinas que temos hoje são para refrear a pandemia, não para curar a pandemia. Elas agora virão com mais eficácia, com menos eventos diversos e, talvez, daqui a pouco, num curto período de tempo, no máximo 5 a 10 anos, a gente nem precise mais se vacinar contra o coronavírus. Talvez, a gente consiga fazer uma vacina que seja eterna e que implique no controle total da pandemia”, conclui.

Assuntos: Saúde
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