Publicidade

Nova lei amplia autonomia e direitos dos pacientes; veja mudanças

Lei cria Estatuto dos Direitos do Paciente e garante acesso à informação, acompanhante, segunda opinião e mais segurança no atendimento

Fonte: Marcello Casal/ Agência Brasil

Publicidade

Uma nova legislação sancionada nesta semana promete mudar a forma como pacientes são atendidos em todo o país. A Lei nº 15.378, de 6 de abril de 2026, institui o Estatuto dos Direitos do Paciente, estabelecendo regras claras sobre direitos, deveres e garantias durante o cuidado em saúde.

A norma vale para serviços públicos e privados, além de profissionais da área e operadoras de planos de saúde.

Mais autonomia e participação do paciente

Um dos principais avanços do estatuto é o fortalecimento da autonomia do paciente nas decisões sobre sua própria saúde. A lei garante o chamado consentimento informado, ou seja, o direito de decidir sobre tratamentos após receber todas as informações necessárias, de forma clara e acessível.

Também passa a ser assegurado o direito de registrar previamente quais procedimentos aceita ou recusa, por meio das chamadas diretivas antecipadas de vontade.

Direitos garantidos no atendimento

O estatuto reúne uma série de garantias que passam a ser obrigatórias nos serviços de saúde. Entre elas:

  • Direito a atendimento de qualidade, em ambiente adequado e com profissionais capacitados
  • Presença de acompanhante durante consultas e internações, salvo exceções justificadas
  • Acesso completo ao prontuário médico, sem necessidade de justificativa e com cópia gratuita
  • Possibilidade de buscar segunda opinião médica a qualquer momento
  • Receber informações detalhadas sobre diagnóstico, riscos, tratamentos e alternativas
  • Ser tratado sem qualquer tipo de discriminação

Além disso, o paciente pode decidir sobre a presença de visitas, estudantes e até recusar determinados procedimentos, respeitando sempre as situações de urgência.

Privacidade e segurança reforçadas

A nova lei também reforça o direito à confidencialidade das informações médicas, inclusive após a morte do paciente. Dados e registros deverão ser protegidos, e qualquer compartilhamento dependerá de autorização.

Outro ponto importante é o direito à segurança no atendimento, incluindo a possibilidade de questionar profissionais sobre procedimentos, medicamentos e cuidados adotados.

Cuidados paliativos e dignidade no fim da vida

O estatuto garante ainda o acesso a cuidados paliativos, com foco no alívio da dor e na qualidade de vida de pacientes com doenças graves. Também prevê o direito de escolha sobre o local onde a pessoa deseja passar seus momentos finais, conforme as regras do sistema de saúde.

Deveres também entram na lei

Além dos direitos, o texto estabelece responsabilidades dos pacientes, como fornecer informações corretas sobre sua saúde, seguir orientações médicas e respeitar profissionais e outros pacientes.

Fiscalização e cumprimento

O poder público deverá atuar para garantir o cumprimento da lei, com ações como divulgação dos direitos, realização de pesquisas sobre qualidade do atendimento e acolhimento de reclamações.

A legislação também estabelece que a violação desses direitos será considerada uma infração relacionada aos direitos humanos.

A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já está em vigor em todo o país.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Publicidade

DESTAQUES

Fale Conosco

Utilizamos cookies para lhe proporcionar a melhor experiência no nosso portal. Conheça nossa Política de privacidade ou clique em continuar no botão ao lado.