O Pix por aproximação passa a funcionar com novas regras a partir desta quinta-feira (1º). A principal mudança envolve os limites das operações realizadas por meio da modalidade.
Até agora, cada pagamento por aproximação estava limitado a R$ 500. Esse teto específico deixa de existir, permitindo que os valores sejam ajustados conforme os limites definidos para cada cliente e as regras de segurança adotadas pela instituição financeira.
Na prática, isso significa que pagamentos acima de R$ 500 poderão ser realizados por aproximação, desde que estejam dentro do limite disponível na conta.
A mudança foi estabelecida pelo Banco Central e também alcança operações feitas por QR Code, chaves de acesso e transações iniciadas por meio da jornada sem redirecionamento do Open Finance.
Cliente poderá ajustar o limite
Com a nova regra, o usuário poderá solicitar ao banco tanto o aumento quanto a redução dos valores permitidos para esse tipo de pagamento.
As instituições financeiras deverão disponibilizar, em seus aplicativos, uma ferramenta para que o próprio cliente possa gerenciar esses limites.
Não haverá um novo valor máximo único para substituir os R$ 500. Dessa forma, uma pessoa poderá, por exemplo, realizar um Pix de R$ 600 ou R$ 1 mil por aproximação, desde que a conta esteja configurada para autorizar a operação.
As demais regras de segurança do Pix continuam valendo.
Como fazer a alteração
O ajuste deverá ser realizado diretamente no aplicativo do banco. O caminho pode variar de uma instituição para outra, mas, de maneira geral, o usuário deverá acessar a área do Pix, localizar as opções de limites e definir o valor desejado.
O banco ainda poderá exigir etapas adicionais de autenticação antes de liberar alterações, principalmente em pedidos de aumento de limite.
Como funciona o Pix por aproximação
Disponível desde fevereiro de 2025, o recurso utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento apenas com a aproximação dos aparelhos.
A ferramenta pode ser usada pelo próprio aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis. Depois de configurado, o pagamento funciona de forma semelhante a uma compra feita com cartão cadastrado no celular.
O cliente deve conferir o valor apresentado, aproximar o aparelho da máquina e realizar a autenticação solicitada para concluir a operação.
Segurança exige atenção
Com a possibilidade de realizar transações de valores maiores, os cuidados também ganham importância.
A recomendação é conferir sempre o valor da cobrança antes de aproximar o celular, manter a tela protegida por senha ou biometria, acompanhar as notificações das transações e revisar periodicamente os limites configurados.
Também é importante evitar entregar o aparelho desbloqueado a terceiros durante o pagamento.
Modalidade ainda tem baixa adesão
Apesar do crescimento do Pix no Brasil, os pagamentos por aproximação ainda representam uma parcela pequena das operações.
Em agosto, o Pix movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em aproximadamente 8,11 bilhões de transações. No mesmo período, o Pix por aproximação registrou cerca de 2 milhões de operações, correspondendo a apenas 0,06% do total.
Mesmo com participação ainda reduzida, a modalidade vem apresentando crescimento no número de transações ao longo do ano.
















