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Polícia Civil desarticula esquema milionário de falso precatório em SC

Grupo usava identidade de advogados para enganar vítimas

Fonte: Policia Civil

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A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta terça-feira (24/03) a operação “Falso Precatório”, por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos (DCE) do Departamento de Investigações Criminais de Joinville. A ação ocorreu em conjunto com o Núcleo de Inteligência e Segurança do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (NIS/TJSC).

O objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa especializada em aplicar golpes contra vítimas em Santa Catarina.

Esquema simulava liberação de valores judiciais

De acordo com as investigações, o grupo utilizava a identidade de advogados reais para simular a liberação de valores judiciais. Com isso, as vítimas eram induzidas a realizar transferências bancárias.

O esquema atingia moradores do estado e apresentava uma estrutura organizada para aplicação das fraudes.

Mandados foram cumpridos em quatro estados

Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram simultaneamente nos estados de Alagoas, São Paulo, Ceará e Bahia.

Cinco pessoas foram presas durante a operação. Destas, duas foram detidas em São Paulo, duas em Fortaleza e uma em Maceió.

Investigação aponta movimentação milionária

As apurações revelaram um esquema com grande volume financeiro. Um dos principais investigados movimentou mais de R$ 5 milhões em um curto período, valor considerado incompatível com sua atividade declarada.

Além disso, a análise de dados indicou que os recursos obtidos com as fraudes eram usados para sustentar um padrão de vida de ostentação, incluindo viagens internacionais e gastos elevados com itens de luxo.

Operação contou com apoio de diversas forças

A operação teve apoio de diversas instituições, incluindo unidades do Departamento de Investigações Criminais de Joinville, a 2ª Delegacia Regional de Polícia, além de órgãos de inteligência e forças policiais dos estados envolvidos.

Também participaram a Diretoria de Inteligência Policial de Alagoas, a CORE da Polícia Civil de Alagoas, as Polícias Civis de São Paulo, Ceará e Bahia, além do Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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