A Polícia Civil de Santa Catarina realizou, nesta quarta-feira (17), a maior apreensão de criptomoedas autocustodiadas já registrada pela instituição. A ação ocorreu durante uma operação que investiga o desvio de aproximadamente R$ 9 milhões de uma empresa catarinense e teve como alvo um casal suspeito de participação no esquema.
A operação foi conduzida pela Delegacia de Combate a Estelionatos da Capital (DCE/Capital), com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI/DEIC), que cumpriu mandados de busca e apreensão e medidas patrimoniais em Florianópolis.
Durante as diligências, os policiais localizaram e apreenderam cerca de 72 mil dólares em criptomoedas autocustodiadas, resultado considerado o maior já obtido pela Polícia Civil catarinense nesse tipo de ativo digital. A identificação e o rastreamento das moedas virtuais contaram com o suporte tecnológico da empresa Chainalysis.
Segundo a investigação, iniciada há cerca de três meses, um dos sócios da empresa vítima teria desviado, ao longo de vários anos, aproximadamente R$ 9 milhões. Os valores eram transferidos inicialmente para uma empresa registrada em nome da esposa do investigado e, posteriormente, direcionados para contas ligadas ao próprio suspeito, em uma suposta estratégia para ocultar a origem dos recursos.
Além da apreensão das criptomoedas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados e da empresa envolvida, até o limite de R$ 9 milhões. Também foram decretadas a indisponibilidade de imóveis, o sequestro de bens de luxo, como joias, relógios e artigos de grife, a retenção dos passaportes do casal e o afastamento cautelar do sócio da administração da empresa.
Conforme a Polícia Civil, a apreensão demonstra o avanço das técnicas de investigação voltadas ao rastreamento e à recuperação de ativos digitais, cada vez mais utilizados em esquemas de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado e lavagem de dinheiro.
















