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PORTAS ABERTAS: Exposição celebra os 160 anos do Clube Caça e Tiro Araújo Brusque

Mostra destaca o papel histórico e social da entidade; saiba mais

Fonte: Ideia Comunicação - Imagens: Bárbara Sales/Ideia Comunicação

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A noite de quinta-feira, 9 de abril, foi marcada por emoção e reconhecimento durante a solenidade de abertura da exposição “Entre memória e tradição: 160 anos do Clube de Caça e Tiro Araújo Brusque”, no Museu Casa de Brusque.

O evento reuniu autoridades, associados da Sociedade Amigos de Brusque, mantenedora do museu, além de sócios, diretores, atiradores e integrantes do grupo de bolão do clube. Durante a cerimônia, o Caça e Tiro foi homenageado com uma moção de aplauso pelos seus 160 anos de história, entregue pelo deputado estadual Vicente Caropreso.

Para o presidente do clube, Iuri Alex Sander Barni, o momento representa o reconhecimento de uma trajetória que se confunde com a própria história de Brusque. “É uma felicidade muito grande o clube fazer 160 anos e ter essa demonstração de carinho por parte da sociedade. O clube acompanha Brusque desde 1866, pouco tempo depois da fundação da cidade e cresceu junto com ela. As primeiras Fenarrecos foram realizadas no clube. São 160 anos acumulando troféus, medalhas, grandes festas e muita história”, destacou.

A relação histórica e afetiva com a entidade também foi lembrada pelo ex-presidente Ewaldo Ristow Filho, que acompanhou diferentes momentos marcantes do clube ao longo das décadas. “Minha história com o Caça e Tiro começa antes do centenário, quando meu pai assumiu a presidência e a família toda se envolveu. O clube se tornou parte da nossa família. Estive presente nos 100 anos, depois como presidente nos 125, e também nos 140 e 150 anos. E hoje, quando chegamos aos 160 anos, é importante ver que esse legado não está esquecido”, afirmou.

Ele também ressaltou a relevância do resgate histórico realizado por meio da exposição. “Até o início dos anos 1960, o clube era o centro da vida social e esportiva de Brusque. Muitas iniciativas nasceram ali. Essa preservação é fundamental, porque um povo sem história não é nada”, completou.

Representando o poder público municipal, o vice-prefeito Deco Batisti enfatizou a importância do clube para a construção da identidade local. “A história do clube se confunde com a história de Brusque. Ali aconteceram muitos momentos importantes, foi um espaço de encontro e também de resiliência nos períodos difíceis. A Fenarreco surgiu ali, assim como a primeira sede do Tiro de Guerra. É um clube que mantém viva a história da cidade”, disse.

Valorização

A diretora do museu, Luciana Pasa Tomasi, explicou que a mostra é resultado de um trabalho minucioso iniciado ainda em 2025. “Buscamos apresentar desde os primórdios dos clubes de caça e tiro, sua chegada ao Brasil, até a fundação do Clube Araújo Brusque, em 1866, e sua trajetória até os dias atuais. É uma história que se mistura com a da cidade e precisa ser compartilhada com a comunidade”, afirmou.

Segundo ela, a exposição mostra além da prática esportiva. “Existe toda uma sociabilidade envolvida. Em 1866, o clube era um espaço de encontro, de convivência, de lazer. Isso ajudou a fortalecer a comunidade e impulsionar o desenvolvimento da cidade”, ressaltou. Luciana também destacou a importância da organização do acervo histórico. “Parte das peças é do museu e parte do próprio clube. Isso incentiva a catalogação e preservação desse material tão rico, que ainda tem muito a contar”.

A presidente da Fundação Catarinense de Cultura, Maria Teresinha Debatin, também participou da abertura da exposição e reforçou o papel da cultura na valorização da história. “É uma honra estar aqui, como brusquense e como responsável pela cultura em Santa Catarina. A história precisa ser contada, não basta apenas ser preservada. O Caça e Tiro faz parte da nossa vida e tem muito a nos ensinar”, destacou.

A exposição

A exposição segue até o mês de novembro, reunindo painéis informativos, fotografias, documentos e objetos que retratam os 160 anos do clube, que é o mais antigo em atividade da América Latina.

A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 16h. O museu também abre durante o Sábado Fácil, das 9h às 12h. A entrada é gratuita.

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