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Projeto de estudantes do Colégio UNIFEBE é premiado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia

Iniciativa propõe alternativa com casca de arroz para substituir embalagens feitas por isopor

Fonte: Unifebe

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O 4.º lugar da categoria Ciências Agrárias da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), ocorrida na Universidade de São Paulo (USP), foi conquistado por um trabalho produzido no Colégio UNIFEBE. A programação reúne estudantes e projetos de escolas de educação básica ou técnica, públicas ou privadas de todo o país.

“Do isopor à casca de arroz: desenvolvimento de uma bandeja sustentável visando reduzir o impacto ambiental causado pelo poliestireno expandido” foi um dos nove catarinenses participantes da edição 2026 do evento, a 24.ª Febrace. Desenvolvido pelos estudantes Vitor Hugo Telles, Julia Hilleshein do Amaral e Sophia de Souza Paza, da 3.ª Série do Ensino Médio, sob orientação das professoras Simone Sobiecziak e Amanda Goulart, o projeto foi reconhecido entre os 300 finalistas da edição. A iniciativa contou ainda com colaboração técnica dos professores Elias Riffel, Raquel Bonati Moraes Ibsch e Igor dos Santos Roik e utilizou os laboratórios dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Química da UNIFEBE para testes e desenvolvimento.

A participação na Febrace é celebrada pelo estudante Vitor Hugo Telles. Ele foi escolhido para apresentar a proposta, já reconhecida em diferentes eventos de iniciação científica, durante a programação. Segundo o estudante, a participação foi gratificante não apenas pelo resultado obtido, mas também pelo aprendizado proporcionado.

“Essas oportunidades de fazer projetos interdisciplinares e essa proposta que o Colégio abre colaboram muito para o nosso conhecimento, pois trabalhamos os temas além da sala de aula. No começo do Ensino Médio, eu não sabia nem o que era um problema de pesquisa, não sabia nem como escrever um artigo ou como fazer um projeto desse tamanho. E, dois anos depois, com esse projeto que foi premiado em tantas feiras, conseguimos a evolução gerada com essas oportunidades”, descreve.

Ele ressalta o conhecimento técnico proporcionado pela atividade e a experiência que a participação em diferentes programações científicas que proporcionou durante a formação. Segundo o estudante, com o sucesso da proposta, o grupo pretende iniciar a elaboração de um plano de negócios e uma análise de viabilidade em mercado voltada ao projeto.

Segundo ele após superar o desafio da produção teórica do projeto, a elaboração de um protótipo inovador e sustentável mostrou-se um desafio. “O maior desafio foi encontrar materiais que fossem totalmente naturais e biodegradáveis e, ainda, não poderiam afetar o meio ambiente. Então tivemos que buscar as corretas quantidades de cada elemento para a receita, além da validação técnica”, afirma.

Inspiração
Na avaliação do diretor do Colégio UNIFEBE, professor Leonardo Ristow, o resultado reconhece o incentivo e estímulo proporcionados no dia a dia da instituição, como a participação e organização de eventos voltados à iniciação científica. Ele destaca o alcance da iniciativa, classificando-a como uma das maiores feiras do gênero do país.

“É motivo de muito orgulho saber que, no Colégio, o incentivo que damos à pesquisa e ao desenvolvimento de protótipos e produtos que, nesse caso, visam melhorar a sustentabilidade. Com essas iniciativas, estamos colaborando para o surgimento de possibilidades de criação de produtos que irão contribuir com o futuro dos nossos alunos”, afirma.
Para chegar ao resultado, como relata a coordenadora de projetos do Colégio UNIFEBE, professora Simone Sobiecziak, a iniciativa da instituição foi avaliada quanto à excelência técnica e impacto social por professores da USP. Clareza das hipóteses e problemas levantados, consistência do embasamento teórico e no rigor no uso de métodos matemáticos e estatísticos foram considerados na análise do planejamento. Além dele, os protótipos foram avaliados quanto à inovação e à viabilidade técnica e econômica. Conforme a professora, critérios como comunicação e protagonismo dos estudantes no desenvolvimento do projeto também foram levados em conta.

“O Colégio UNIFEBE tem se tornado presença constante nos palcos das maiores feiras científicas do Brasil, mas o verdadeiro brilho dessa trajetória vai muito além dos troféus. As maiores riquezas acumuladas pelos nossos estudantes estão no repertório cultural, na empatia desenvolvida no contato com novas realidades e na rede de conexões com pessoas e projetos de todo o país. É um intercâmbio de experiências que transforma a visão de mundo de quem participa”, avalia.

Ela ressalta o envolvimento dos estudantes com o projeto desde o seu início e sua capacidade de aprimorar a proposta até chegar à versão apresentada da Febrace. “Chegar a um evento desse porte exige um preparo longo e rigoroso. Estudos especializados e a própria prática cotidiana confirmam que essa jornada potencializa habilidades essenciais para a vida. Observamos nos alunos um salto qualitativo no pensamento crítico, na comunicação oral e na autoconfiança. Eles aprendem, na prática, a gerir o tempo, ter persistência diante de obstáculos e a dominar o conhecimento multidisciplinar necessário para cumprir metas e manter o hábito da leitura científica”.

A coordenadora do Ensino Médio do Colégio UNIFEBE, professora Jéssica Leme Cano, salienta o rigor científico exigido no trabalho. Outras habilidades desenvolvidas que ela destaca são a maior capacidade de interpretação de dados, busca por fontes confiáveis e a persistência dos estudantes durante o processo de testagem para validação técnica. Conforme a coordenadora, além dos benefícios diretos, o desempenho pode servir de inspiração aos demais estudantes que iniciam seus projetos no ambiente do colégio.

“A participação em feiras como essa proporciona visibilidade e incentiva outros alunos a se aprofundarem em pesquisas, evidenciando ser possível alcançar níveis comparáveis aos da graduação e da pós-graduação”, avalia. “O envolvimento em pesquisa desenvolve nos alunos uma visão de mundo mais ampla, capacidade de solucionar problemas e aprofundamento em diversas áreas do conhecimento, beneficiando-os em sala de aula e em outras áreas da vida”, descreve.

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