A Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina encerrou 2025 com um balanço histórico. Somente no último ano, já foram investidos R$ 278 milhões em ações de prevenção, resposta e reconstrução, dentro de um orçamento que praticamente dobrou — saltando de R$ 159 milhões para R$ 303 milhões. Mais do que números, o período marca uma mudança clara de prioridade: investir naquilo que realmente importa, a proteção de vidas.
Com planejamento, tecnologia, obras estruturantes e fortalecimento das Defesas Civis municipais, o Estado vive o maior ciclo de modernização da sua história no setor. Entre os destaques está a realização do maior simulado de desastres já feito no Brasil, que mobilizou 250 mil pessoas em 212 municípios, testando evacuações, resposta integrada, envio de alertas por Cell Broadcast e consolidando a Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER-SC). A experiência já projeta Santa Catarina para um novo simulado ainda mais robusto em 2026.
“Estamos vivendo um novo momento da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina. Em 2025, já investimos R$ 278 milhões porque entendemos que proteger vidas não é gasto, é prioridade. Conforme a determinação do Governador Jorginho Mello, ampliamos orçamento, modernizamos estruturas, fortalecemos os municípios e investimos pesado em prevenção, tecnologia e obras estruturantes. Hoje, o Estado está mais preparado para enfrentar eventos extremos, responder com rapidez e reduzir danos. Esse é um trabalho contínuo, feito com planejamento e compromisso com cada catarinense, ressaltou o secretário Mário Hildebrandt.
Na área de infraestrutura, os investimentos transformaram a capacidade de resposta do Estado. Mais de R$ 160 milhões foram aplicados na reforma e automação das barragens de Ituporanga, Taió e José Boiteux, ampliando a segurança e a eficiência no controle de cheias no Vale do Itajaí. Paralelamente, avançaram projetos estratégicos com os editais das barragens de Botuverá e Mirim Doce, além da confirmação de Petrolândia, cujo edital será lançado no início de 2026. Estudos para novas estruturas em Trombudo, Pouso Redondo e Agrolândia reforçam a visão de longo prazo frente aos eventos climáticos extremos.
Outro avanço expressivo foi a ampliação da rede de monitoramento hidrometeorológico. O número de estações passou de 42 para 172, garantindo análises em tempo real, previsões mais precisas e alertas mais rápidos à população. O investimento em tecnologia se soma à maior operação de enfrentamento à estiagem já realizada em Santa Catarina, com a entrega de 126 caminhões-pipa e 557 kits de transporte e reservatórios de água para 52 municípios afetados pela seca.

O fortalecimento das Defesas Civis municipais também foi prioridade. O Estado distribuiu kits completos com veículos 4×4, notebooks, tablets e televisores, além de investir em kits de pontes e cabeceiras. Ao todo, foram entregues 609 estruturas, garantindo o restabelecimento rápido de acessos e mais segurança para comunidades isoladas. Grandes obras de desassoreamento e limpeza de rios, com investimentos que superam R$ 20 milhões em municípios como Rio do Oeste e Rio do Sul, além de diversas outras cidades catarinenses, reforçaram a proteção urbana e rural.

Na área de prevenção, Santa Catarina concluiu o maior diagnóstico de riscos da sua história, com 188 mapas de suscetibilidade e 30 mapas geotécnicos, cobrindo 100% dos municípios. A educação preventiva também avançou com a consolidação do Programa Defesa Civil na Escola, que já alcançou mais de 82 mil estudantes entre 2023 e 2025. Somam-se a isso as obras de proteção como a construção do dique de Gaspar e a modernização dos diques de Blumenau, ampliando a segurança em regiões historicamente vulneráveis.
A assistência humanitária fechou o ciclo de ações em 2025 com a entrega de mais de 103 mil itens a 38 municípios afetados por eventos extremos, garantindo apoio imediato e dignidade às famílias atingidas.
















