A concessão do serviço de esgotamento sanitário de Brusque, definida na última sexta-feira (27/2) em leilão realizado na B3, em São Paulo, trouxe uma diferença nos valores divulgados pela Prefeitura e pela empresa vencedora, a Aegea Saneamento.
Na nota oficial do Executivo, o contrato é apresentado como um investimento de R$ 1,52 bilhão ao longo de 35 anos, com meta de alcançar 95% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto até 2033. O texto destaca ainda o pagamento de R$ 60 milhões de outorga e um desconto de 17% na proposta vencedora.
Já na comunicação da Aegea, o valor informado é de cerca de R$ 686 milhões em investimentos durante o mesmo período contratual. O montante refere-se à implantação da infraestrutura de esgotamento sanitário na área urbana do município.
A diferença entre os números chamou atenção, mas, segundo esclarecimento da Prefeitura de Brusque, não são conflitantes — apenas se referem a componentes distintos do contrato.
Conforme o Executivo, os R$ 1,52 bilhão representam o valor total do contrato ao longo dos 35 anos. Desse total, aproximadamente R$ 680 milhões correspondem ao CAPEX, ou seja, aos investimentos diretos em obras e implantação da infraestrutura, como redes coletoras, interceptores, emissários e estações de tratamento.
O valor restante compõe o OPEX, que diz respeito aos custos operacionais previstos para a manutenção e funcionamento do sistema ao longo do período da concessão.
Assim, enquanto a empresa destacou o volume de investimentos em infraestrutura, a Prefeitura apresentou o valor global do contrato, que inclui tanto os investimentos iniciais quanto as despesas operacionais futuras previstas na modelagem do projeto.















