Brusque deu um passo histórico nesta sexta-feira (27) ao definir, na B3, em São Paulo (SP), a empresa que assumirá a concessão do tratamento de esgotamento sanitário do município. A vencedora foi a Aegea, com proposta de 17% de desconto e pagamento de outorga de R$ 60 milhões.
O contrato prevê R$ 1,52 bilhão em investimentos ao longo de 35 anos e estabelece a meta de alcançar 95% de cobertura até 2033.
Para um município que atualmente possui 0% de coleta e tratamento, a medida representa uma transformação ambiental e sanitária profunda. Apenas 33,97% da população de Santa Catarina conta com rede coletora de esgoto.
“Hoje é um dia para ficar marcado na história de Brusque, pois há mais de 30 anos a cidade não tinha uma iniciativa efetiva para o esgotamento sanitário. Para uma cidade rica, nona economia do estado e com pleno emprego, ter zero de esgoto coletado e tratado era um indicador que nos envergonhava”, comenta o prefeito André Vechi.
Com a concessão, a cidade passa a liderar um movimento de mudança estrutural, assumindo responsabilidade direta sobre um dos maiores gargalos ambientais do estado. O Rio Itajaí-Mirim corta o município, abastece Brusque e cidades da região, antes de desaguar em outras cidades.
Sem tratamento adequado, o lançamento de esgoto in natura compromete a qualidade da água, pressiona o sistema de abastecimento e impacta toda a bacia hidrográfica.
“Trabalhamos por mais de três anos na modelagem desse projeto para torná-lo atrativo e hoje viramos a chave para uma nova realidade, trazendo mais saúde e qualidade de vida para a população”, complementa o prefeito.
Com a implantação do sistema completa, com redes coletoras, interceptores, emissários e Estação de Tratamento de Esgoto, a expectativa é reduzir drasticamente a carga poluidora lançada no rio. A medida contribui para a sustentabilidade hídrica, amplia a segurança ambiental e promove a preservação de um dos mais importantes patrimônios naturais do Vale do Itajaí.
Além disso, o ciclo completo do saneamento básico impacta diretamente na saúde pública, com redução no custo do sistema público de saúde e na segurança sanitária regional.















