Todos os servidores da Defesa Civil de Brusque participaram, na manhã desta sexta-feira (09), de uma atividade de capacitação sobre desinformação e comunicação de risco. A atividade foi organizada pela agente de Defesa Civil Jaqueline Zamarchi e pelo jornalista João Paulo da Silva. Durante a manhã, a equipe discutiu como a informação circula, como as pessoas interpretam os alertas e como conteúdos falsos ou enganosos interferem na resposta da população em situações de risco.
Desinformação afeta o atendimento em campo
Segundo Jaqueline, a desinformação tem impacto direto no dia a dia da Defesa Civil. “Quando temos atendimentos em eventos, a desinformação afeta o trabalho e a atuação da Defesa Civil, muitas vezes obrigando a deslocar equipes e explicar a verdade”, afirmou.
Ela destacou, ainda, a responsabilidade do órgão. “Como órgão oficial, temos a preocupação de levar a informação o mais correta possível. Muitas vezes, a pessoa acredita no que está na internet, em influenciadores que não têm compromisso com a sociedade. Nós, como Defesa Civil, devemos falar sem alarde e, ao mesmo tempo, avisar para que as medidas corretas sejam tomadas.”
Percepção de risco e alertas
A equipe também refletiu sobre a diferença entre risco “real”, baseado em avaliações técnicas, e risco percebido, influenciado por valores, experiências e contexto social. A conclusão é que a percepção da população não é errada, mas diferente. A eficácia de um sistema de alerta, portanto, depende não apenas da precisão da informação, mas de como ela é compreendida pelas pessoas.
Defesa Civil na Escola
Outro momento da atividade foi dedicado ao setor de educação da Defesa Civil de Brusque, que testou novas metodologias para aprimorar as ações desenvolvidas nas escolas do município.
Para Jaqueline, o trabalho com as crianças é estratégico. “Estamos trabalhando para melhorar o projeto Defesa Civil na Escola. Queremos que as crianças estejam mais preparadas, tomem as medidas corretas e reconheçam bem situações de risco. Preparando as crianças, estamos cuidando do futuro também.”
A atividade, realizada no município, faz parte de uma ação do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na disciplina de Comunicação, Justiça e Desastres Climáticos.














