A prevenção, o diagnóstico e o tratamento da sífilis ganham destaque durante o mês de outubro, período de conscientização sobre a doença. Em Brusque, a Secretaria de Saúde acompanha atualmente 30 gestantes com diagnóstico de sífilis. Também estão em acompanhamento 48 puérperas, 11 casos de sífilis congênita e 37 crianças expostas à infecção.
Entre os casos de sífilis congênita acompanhados pela Rede Municipal, foram registrados dois óbitos e três abortos. Os dados enfatizam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado durante a gestação, já que a infecção pode ser transmitida da gestante para o bebê durante a gravidez ou no parto.
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão ocorre principalmente por meio de relações sexuais sem preservativo, quando há contato com lesões causadas pela infecção. Também pode ocorrer a transmissão vertical, da gestante para o bebê durante a gestação ou o parto.
Um dos fatores que dificultam o diagnóstico é que a sífilis pode não apresentar sintomas. Quando aparecem, os sinais variam conforme a fase da doença e podem incluir feridas, manchas pelo corpo e outros sintomas. Mesmo quando os sinais desaparecem espontaneamente, a infecção pode continuar no organismo sem tratamento.
A identificação da sífilis pode ser feita por meio de teste rápido, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, com resultado em até 30 minutos. Em caso de resultado reagente, a equipe de saúde realiza a avaliação necessária e orienta sobre a continuidade da investigação e do tratamento.
A sífilis tem cura e o tratamento é feito, de acordo com o estágio da infecção. O Ministério da Saúde recomenda que as gestantes sejam testadas para sífilis pelo menos no primeiro trimestre, no terceiro trimestre e no momento do parto ou em casos de aborto.
Tratamento dos parceiros também é fundamental
Outro ponto de atenção nos acompanhamentos realizados pela Secretaria de Saúde é o tratamento das parcerias sexuais. Dos casos acompanhados, 15 parceiros realizaram tratamento, enquanto 21 não foram tratados. Em cinco situações, não havia parceiro, e nos demais casos não havia informação disponível.
“A sífilis é uma doença que pode ser diagnosticada e tratada. O acompanhamento adequado, principalmente durante a gestação, faz toda a diferença para evitar complicações e a transmissão para o bebê. Por isso, reforçamos a importância de realizar o pré-natal, fazer os testes indicados e, diante de um diagnóstico, seguir corretamente o tratamento. Também é fundamental que as parcerias sejam testadas e tratadas, evitando uma nova infecção”, finaliza a enfermeira, Gisele Pruner Kogushi.















