O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da arguição de suspeição que questionava a atuação do ministro Dias Toffoli nas investigações sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master. As informações foram divulgadas pelo portal G1.
A medida foi tomada neste sábado, 21, após análise de um relatório encaminhado ao STF pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O documento continha menções ao nome de Toffoli encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso.
Segundo a reportagem e, de acordo com o relatório da Polícia Federal, as citações apareciam em mensagens trocadas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, nas quais era mencionado o pagamento de despesas relacionadas ao resort Tayayá, empreendimento pertencente à família do ministro, localizado no Paraná.
A partir do envio do material, Fachin havia autuado uma arguição de suspeição para avaliar se haveria impedimento de Toffoli na condução do inquérito. No entanto, em reunião realizada no dia 12 de fevereiro, os ministros do STF concluíram que não existiam elementos que justificassem declarar o magistrado suspeito.
Após o encontro, o Supremo divulgou nota informando que os ministros reconheceram a validade dos atos praticados por Toffoli na investigação e entenderam que não havia cabimento jurídico para a arguição. Na mesma ocasião, o próprio ministro optou por deixar a relatoria do caso, afirmando agir em respeito aos interesses institucionais da Corte.
Com base nesse entendimento coletivo, o arquivamento formalizado por Fachin ocorreu como desdobramento da decisão já tomada pelos ministros.
As investigações sobre o Banco Master chegaram ao STF em dezembro, após surgir menção a um deputado federal, o que levou à remessa do processo à Suprema Corte. A apuração teve início na Justiça Federal em Brasília e envolve a operação de compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB).
Durante o período em que atuou como relator, Toffoli autorizou medidas investigativas, como a realização de acareação entre investigados, a prorrogação das apurações e uma operação da Polícia Federal ligada a um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o banco e fundos de investimento administrados pela empresa Reag.
Após a saída de Toffoli, o processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, que passou a conduzir o inquérito no STF.















