Dois atletas estrangeiros foram presos nesta quinta-feira (22), em Itajaí (SC), após cometerem atos de injúria racial durante uma partida de duplas do Itajaí Open, torneio de nível Challenger 75. Um venezuelano, de 26 anos, e um colombiano de 25 anos, foram detidos após ofensas racistas dirigidas à torcida e a um funcionário do clube.
Partida acirrada terminou em confusão
Eles eram cabeças de chave número 1 do torneio e enfrentavam os brasileiros Igor Marcondes e Eduardo Ribeiro. O jogo foi equilibrado e terminou com a vitória dos brasileiros por 6/7 (7/4), 7/6 (8/6) e 10/2. A dupla estrangeira chegou a ter match-points, mas não conseguiu fechar o jogo.
Ao fim da partida, visivelmente irritado com o resultado, o venezuelano z fez gestos racistas ao coçar as axilas em direção à torcida, imitando um macaco. Já seu parceiro, o uruguaio, teria chamado um funcionário do clube de “macaco”. A vítima das ofensas foi um adolescente de 16 anos que atuava no evento.
Polícia foi acionada e localizou os atletas no hotel
A Polícia Militar foi acionada por volta das 16h15, mas ao chegar no Clube Itamirim, os tenistas já haviam deixado o local. Os policiais, então, seguiram até o hotel onde os atletas estavam hospedados.
O venezuelano foi o primeiro a ser localizado e recebeu voz de prisão no hotel. Já na delegacia, enquanto prestava depoimento, a vítima e uma testemunha reconheceram o segundo atleta, o uruguaio, que havia ido ao local para acompanhar o colega de equipe. Ele também foi preso no local.
Ambos foram autuados por injúria racial, conforme o artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, que prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
Organização do torneio se manifesta
O Itajaí Open emitiu nota oficial repudiando as atitudes dos atletas e ressaltando a atuação imediata da Polícia Militar:
“O ocorrido durante o jogo de duplas hoje no Itajaí Open teve ação imediata da Polícia Militar que estava presente e tomou as devidas providências dentro da legislação brasileira. O Itajaí Open repudia veementemente o racismo ou a discriminação de qualquer natureza.”
A repercussão nas redes sociais foi intensa, com vídeos e relatos do momento das ofensas sendo compartilhados por espectadores. O caso segue sendo investigado pelas autoridades locais.














